Hoje completam-se 100 anos desde que o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos, vindo da cidade de Kobe, Japão. Talvez muitos estejam phartos de ouvir essa história, mas ela é melhor do que a overdose que está por vir aí, com os Jogos Olímpicos, que são em outro país que não esse… Enfim, são 100 anos de imigração japonesa no Brasil. E tem três coisas que eu queria abordar:
1) A quantas estamos? Em 1988, dizia-se que estavam nascendo os yonseis, a quarta geração dos descendentes. Por volta de 1998, já se falava nos goseis (quinta geração). E, pelo meu japonês macarrônico, já devemos estar tendo os nascimentos dos rokuseis por aí…
2) Para muitas pessoas, quando se fala em “países do Extremo Oriente”, logo vem uma singela melodia instrumental em fá sustenido menor na sua cabeça. Rapaz, que música seria essa?… (Se você não entendeu, tomei a Liberdade de executá-la para ustedes.)
3) E uma curiosidade que você não sabe, né? Na década de 90, eu adquiri o dicionário Japonês-Português da editora Massao Ohno, que foi o primeiro do tipo a ser feito no Brasil. Comprei por um certo interesse no idioma, embora eu ainda não saiba o verbo To Be em japonês, e eu descubro que, curiosamente, essa palavra “né”, existe em japonês e tem exatamente a mesma função de question tag que em português!…
Era então o ano de 1982. O primeiro colégio onde estudei era no bairro da Liberdade, e existe até hoje (eu acho), a Escola Adventista Paulistana, ao lado da FMU, hoje dona de metade do bairro. E a galera já estava lá, em peso, jogando o jankempô no intervalo (que eu conheci uns 15 anos antes disso ficar famoso, no jogo do Alex Kidd) e eu me lembro que até chegamos todos a fazer uma brincadeira que tudo o que eu me lembro é que se dizia “cabeça, tronco e membros” em japonês, enquanto tocava-se os mesmos, aí ia cada vez mais rápido e virava uma ginástica das braba.
Muitos anos depois, em 1997, eu fiz cursinho no Etapa, no metrô Ana Rosa, e houve uma vez em que o pessoal da parte da manhã veio de tarde, para fazer um simulado. E era uma multidão. Bem, resumindo, só não me senti mais deslocado no meio daquela galera, por não ser louro ou ruivo. Dava a impressão de que se eu começasse a cantar Kimi Ga Yo Wa (obrigado, Wikipédia, que não existia na época) a galera prosseguiria à plenos pulmões…
E pra completar a festa, confira no site da Turma da Mônica, a estréia em live-action dos personagens Tikara e Everest Vídeo, digo, Keika (finalmente em novos desenhos, pra quem já estava cansado só daquele único que aparecia no site), e o inesperado crossover de Mônica com Hello Kitty! Puts, a Mônica é baixinha mesmo!… Pretendo também abordar este tema no próximo programa da Rádio Salt Cover, que também terá Sylvio Guarujá, não perrcam, ôeee!!
Sim, Igor! Já tem rokuseis aqui no Brasil. A revista “Made in Japan” de dois meses atrás, traz este tema, inclusive com um rokusei de 3 anos de idade na capa.