A FizTV vai encerrar suas atividades, antes que a Salt Cover sonhasse em entrar nela. Você, que não tem problemas cardíacos nem de pressão – ou principalmente, se você não for o Théo Becker, continue a ler este post, onde falamos sobre os rumos da Televisão Salt Cover. Acho que a GM e a British Airways andam com rumos melhores… Continue lendo ‘Adeus, porto seguro’
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Adeus, porto seguro
Tags: Internet, AllTV, TV Brasil, Televisão Salt Cover
Clique aqui e entenda, de uma vez por todas, o que está acontecendo.E depois, assista Haru & Natsu, só pra descontrair…
Dia 30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional. Segundo o Portal da Turma da Mônica, o italiano Ângelo Agostini publicou em 30 de janeiro de 1869, “Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem da Corte”, a primeira HQ do Brasil e uma das mais antigas do mundo. (Cacetada, nessa época Zicky Zira já tinha 91 anos…)
O que nos leva a dizer aquela vecchia história de: cadê as HQs dos seus personagens no seu site temático??? Calma, Beth, calma! (O quê, 60% dos leitores não entenderam essa piada?…)
Acabo de instalar os programas necessários para tanto e se Diôs quissêr, já já, começam a sair as primeiras HQs no site.
Mas é devagar, é devagar, é devagar devagarinho (agora sim a galera entendeu) porquê eu cultivei um péssimo vício de sempre fazer as HQs na maioria das vezes pra mim mesmo, enfim, elas não tem qualidade suficiente… essa preocupação só começou a surgir a partir de 2002, quando conheci o trabalho do animador Lon Smart (atualmente sem site) e de outros profissionais que fizeram entender que tudo o que eu fazia era uma bella de uma porcaria - e até mesmo de não-profissionais, como pessoas que eu até conheci pessoalmente, sem abordar esse assunto. Afinal, nunca usei o chamado “material adequado” – não se faz HQs profissionais com lápis HB “número 2″ e caneta Bic preta…
Quer dizer, o que eu fiz de 1991 (data das páginas mais antigas que sobreviveram) até hoje, como arte de artistas plásticos, até que seria válido… (taí Moebius, Jules Feiffer e Usui Yoshito que não me deixam mentir) mas o estilo que eu persigo, é justamente o contrário, é o da arte “comercial”. Essa, ninguém me deu uma dica sequer de como chegar lá. Tudo o que eu aprendi foi pegando uma coisa daqui, outra dali, no grande supermercado da vida. Mas falta muito pra completar a lista, ah, como falta… Este assunto ainda não acabou e ainda pretendo escrever sobre isto no Personagens & Cia. Valeu, pessoal, e vivam as HQs brasileiras!!
O MAURÍCIO DE SOUSA TUSSIU…
PS: Acaba de sair no G1: o personagem japonês de Maurício de Sousa que comemora os 100 anos de imigração japonesa no Brasil vai se chamar, vejam vocês, Tikara, que representa força, vigor e energia. Ah, o que tem a ver? Tikara Filmes, era como se passou a chamar, a partir de algum ponto dos anos 90, a empresa Everest Vídeo, de Toshihiko Egashira, que trouxe os primeiros tokusatsus ao Brasil.
The Tento… porquê eu tentei aumentar a minha produtividade nestas férias, mas simplesmente, aconteceu tudo ao contrário! Só deu pra fazer o “Nada a Ver 3″.
Aliás, sobrou uma abertura nesse vídeo: a abertura sob censura de Contei-lhe?, onde eu canto uma versão da música da novela original (“Te Contei?”), que ficou uma porcaria. E ficou pior que a de “O Cofre”, o que é inadmissível… Talvez eu regrave e poste no hospedador de arquivos.
Gostaria de agradecer o apoio de todos – afinal, quem cala consente…
Sério: na Dailymotion é necessário ser cadastrado pra postar comentários, e claro que vocês não vão se dar ao trabalho de abrir uma conta só pra fazer isso… (Ou será que vão, Google?!...)
No Videolog os comentários parece que são abertos, e às vezes é necessário estômago para lê-los… são comentários do pessoal de lá, que nunca ouviu falar em emissoras fictícias e outros fenômenos sociológicos revelados pelo YouTube. É o pessoal que, na maioria das vezes, faz vlogging, com câmera, da forma mais tradicional. Comecei assim, até perder a Pinnacle DV500 graças ao Service Pack 2. Não fosse por isso, a maioria dos vídeos da Salt Cover que vocês veriam seria com câmera, como foi só o primeiro, do “PNV” – aliás, alguém já deu um Keepvid neste e em outros?!…
Estou dando uma boa olhada em outros sites de vídeo, mas vejo que, se Deus quiser, o grande “hub” que vai juntar a galera vai ser aqui, não nos sites (duvido que o Metacafe tenha tantos brasileiros quanto o YouTube.) Aqui ou na WordPress, se o Google começar com gracinhas pra cima de blogs geradores de conteúdo próprio.
Cover, a gente se vê por aqui!…
Ei! O que aconteceu com esse blog?!
Hoje, 3 de julho de 2007, recebo um E-Mail dizendo que tive um vídeo produzido para o YouTube retirado do ar por infração de direitos autorais da Sony Pictures.
O que teria motivado essa infração foi eu ter me despedido com a frase “I’ll be back” escrita no final do vídeo “Nada a Ver, parte 1″, que simulava um bloco de um programa de televisão que mostraria todas as vinhetas da Televisão Salt Cover – emissora fictícia criada por mim que parodia a TV brasileira de um modo geral, mas principalmente SBT e Globo.
Aos marcianos que nos lêem, a frase é dita por Arnold Schwarzenegger como o personagem título de “O Exterminador do Futuro”. Que, como vocês vêem, já está em atividade.
O pior é o seguinte. Proporcionalmente, esse era o mais original dos meus vídeos. Toda a trilha sonora é tocada por mim, assim como toda a narração e computação gráfica. Apenas uma ingênua citação de uma frase de um filme de Hollywood pôs fim à tudo aquilo. Não sei se isso pode gerar um “efeito cascata” e dar fim, simplesmente, a todos os meus vídeos no site de vídeos mais visitado da Internet. E pelo computador ter tido problemas três vezes desde então, não tenho mais o original desse vídeo para colocá-lo em outros sites.
Estou com um cartão amarelo. Segundo o E-Mail, basta um alguém se enfezar com outro “pêlo em ovo” como esse e pronto, estarei fora do YouTube. Dá pra acreditar?
Quem for heavy user desses sites e conseguir baixar esses vídeos e publicar em outros sites, eu imploro: por favor, façam isso!! Alô Porkolt! Alô Metacafe! Alô XPock! (se bem que os meus vídeos não são muito a cara desse aí).
Deixei no YouTube um pronunciamento da minha parte e um vídeo humorístico, que deveria ser o “Tudo a Ver, parte 3″, mas que foi reduzido a paródias de apenas duas vinhetas – as únicas que estavam prontas. E acabo de me inscrever no site Motiono, cujos vídeos tem pior qualidade e menor duração, mas aparentemente o pessoal não tem o pensamento tão tacanho.
No Motiono, o usuário não tem homepage com perfil, então você precisa fazer uma busca por igorcbarros na página principal para achar os vídeos – apenas os três últimos, fora o do pronunciamento, que não interessa para a Motiono.
Obrigado aos meus 62 assinantes: alandias, colymp, sfl662006, PIRATADOTIETE, rafaeltechima, sluciocdp, rsmaciel, Neovan, fernandorneto, fiuzapedrofiuza, FERRMENTO, ribeirosbj, Dileuza, diler2006, omico (site O Mico na Rede), tonhao79nit, paashaus, mezasalvador, cacaurodrigues, strinker, maxeell, willianmaxrf, mekinosilva, videonut33, xande77vt, jamesed, gmichelini, stelles, xpdif1, luanborges, acessweb, maldch, Diego Tupi, thesmad, frab2006, zoolemon, anascimento, bobbraga, clebiojr, waltercloreto, russallen, ferpashine, XWKO, vanessatocha, brunocantermi121, liaamancio, scaramanga1974, tvdnn, rexysite, inovavox, tvpinto, zorilmar, guilherme011081, igorac79, muricio2, nando20072007, Rafaelopesdeoliveira, ednaldojr, ivanvalerian, tparanhos0103, dsbueno, video2001plus e willianmax. A todos vocês, 62 vezes obrigado por terem assistido as minhas produções e terem, ao menos, algum sorriso amarelo com elas.
E agradecendo também aos que adotaram a Salt Cover como segunda pátria: sluciocdp, tvdnn e tparanhos0103, obrigado por acreditarem nessa grande brincadeira. Pena que os estúdios de Hollywood não concordem, mas enfim…
Bem, nos vemos na Motiono e na Dailymotion - além do YouTube, sabe-se lá até quando. Um abraço a todos, e muito obrigado. A gente se vê™.
(PS: Tentem também http://videolog.uol.com.br/igorcbarros!… Ele ainda existe, fiz na fase streaming desse site, em 2005, quando não era do UOL. Aproveitem e conheçam dois vídeos que eu fiz do famoso evento de Chaves e Chapolin que agitou a paulicéia.)
Estou passando por uma fase de transição – e olha que eu achei que a adolescência, o trote da faculdade e ter conseguido um emprego já teriam sido suficientes.
Através de um verdadeiro midjagre, minha família está comprando um computador novo. E o computador que eu disputava à tapa antes, agora está no meu quarto. Só que isso, curiosamente, não está sendo bom… Desde então, três programas pararam de funcionar misteriosamente (desconfio de um game não instalado por mim) e quase mataram os meus vídeos da Internet. O próximo (atenção YouTubers) só deverá sair quando eu aprender a usar os programas alternativos. Mesmo com esse computador nada ruim no meu quarto (quando foi comprado, em 2002, era um caminhão para sua época!), ainda sonho em comprar um às minhas próprias expensas, um ao qual só Deus saiba qual é seu papel de parede, sei lá…
Além do programa de composição de imagens, fiquei sem programa de gravação multipista – só agora há pouco consegui instalar outro. Enfim, só sei que o meu quarto está uma bagunça, parece uma repartição pública. Um ambiente nada acolhedor e nada inspirador.
Ainda assim, se há alguém me lendo neste momento, pretendo nos próximos dias forçar a barra e fazer alguma coisa, sei lá, um desenho, umaa música… Falando nisso, atenção: além de a Putfile não permitir mais download de arquivos, parece que os arquivos saíram do ar! Devido a isso, em breve as músicas passarão a ser hospedadas no IJigg, o YouTube do som. Falta só eu achar o CD e remasterizar as baghassas. [EDIT: Veja as páginas "Songs from the Igor C. Barros" e "Nova Fase Salt Cover". Quanto ao lance de softwares que não funcionam, esquece, todos eles voltaram faz tempo! Só que este post foi escrito quando eu ainda era usuário ativo do YouTube.]
E falando em desenhos, você já viu o “novo” Oebsaite do Zicky Zira? Lá as músicas também estão fora do ar, mas já pus novas ilustraçães lá (© Alberto Roberto) e em breve o IJigg também será adotado por aquelas bandas, aguardemmm… É mais ou menos isso aí, pessoal. [EDIT: Neste caso estamos preparando o pseudo-álbum Zicky Zira É para que você possa baixá-lo zipado. A demora é porquê esse projeto terá 100% de músicas originais, sem paródias.]
Você deve notar que os blogs e sites estão mais parados do que poste, mesmo depois de eu ter dito que voltei a ter computador e que ele está funcionando.
Na verdade, o que acontece é uma conjunção de fatores. O meu serviço está se intensificando e ficando mais difícil de ser feito devido a fatores alheios a minha vontade. Segundo, o serviço do meu irmão mais novo, que é jornalista e usa os mesmos computadores, também.
Terceiro, está mais difícil até de eu fazer vídeos para o YouTube, porquê acabo de adotar um novo software de computação gráfica, que nessa nova versão está muito mais difícil de usar. E porquê isso? Porquê a nossa placa Pinnacle DV500 nos deixou, ela que foi o maior investimento de todos os tempos que a gente já fez em um computador, e sem ela não posso mais fazer vídeos com câmeras – que por sinal, eu nem tenho mais. A única câmera que eu tenho era a câmera de tubo Panasonic PK-958, com a qual eu fiz o vídeo Parabéns, Shop Tour, nem é minha, por sinal, é uma câmera velha do serviço (fabricada em 1984) que não tem mais utilidade ali e não é camcorder, tem o VT separado.
(Câmera de tubo? É, são aquelas que fazem um efeito de arrasto quando filmam luzes ou objetos brilhantes. Até mais ou menos 1999 a Rede Globo ainda usava elas em programas como “Vida ao Vivo Show”. A sua filmadora, se for fabricada de mais ou menos 1986 em diante, já não é mais assim, ela tem CCDs.)
E quarto, fiquei extremamente chateado com o mais novo tiro no pé que o SBT deu no último sábado. Depois de exibir cerca de 16 episódios inéditos de Chapolin, sem a menor publicidade, o SBT trocou a série, que dava 10 pontos no Ibope, por “Eu, a Patroa e as Crianças”. E os sem-gracêras do Comando Maluco (que assim como o SBT, já foi um programa de humor) continuaram lá. Bem, tudo isso me fez vontade de imitar Britney Spears – e não é no sentido de ficar cantando “Whoops I Did It Again”!…
Quinto, ando sem espaço físico para colocar o scanner. Por isso que estava tentando fazer personagens em computação gráfica, em vez de 2D.
E neste próximo sábado, aparentemente (ainda não está confirmado), estarei o dia inteiro no interior de São Paulo, na cidade de Elias Fausto (entre Itu e Piracicaba), tudo isso emendando com o domingo seguinte. Essas viagens de ônibus costumam ser exaustivas… Por isso eu peço aos nossos caros amigos, clientes e fornecedores, mais um pouco de paciência. Não sou o Chaves com S, mas as vezes dá a impressão que “ninguém tem paciência comigo”… E se eu fosse o Chávez, com Z, já tinha phechado o SBT faz tempo!…
PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!
Como vocês [não] sabem, domingo é o meu dia de trabalho. De manhã e de noite eu desempenho uma atividade voluntária de direção de TV, algo que eu já fazia bem antes de fazer curso no Senac e me profissionalizar nisso.
Aliás, descobri que tenho um colega: o Mr. Nice Guy do Fórum Único Chespirito também desempenha essa função. Mas aposto que não é com uma caquética Videonics MX-1 já em final de carreira, onde os botões de borracha grafitada (como os de joystick de videogame, celular, etc.) estão gastos e você tem que fazer uma força descomunal pra dar “auto take”!
Muy bien. O caso é que me pegaram de jeito, e durante a última semana eu fiz isso todos os dias para cobrir um evento especial. Uma maratona de 9 dias seguidos e 9 fitas (incluindo a que eu irei gravar hoje a noite), tendo que no meio disso encarar um rodízio de placa de carro.
Não bastando tudo isso, algumas pessoas descobriram que eu passei a ter um gravador de DVD no computador e estão pedindo DVDs das fitas que eu e a equipe gravamos. Tenho uma placa DV500 da Pinnacle Systems, capaz de fazer fitas VHS maravilhosas, mas cada DVD feito no computador demora de quatro a seis horas pra ficar pronto. Um parto normal é muito mais simples… Detalhe: a maioria das pessoas leva pra casa esses aparelhos Fílips e Elijê da vida que só rodam DVDs prensados!!! Se vai rodar – e se vai continuar rodando daqui a alguns anos – é uma loteria.
Aliás, eu digo: pellamordeDeus, não jogue suas VHS no lixo – elas estão durando MAIS DO QUE ALGUNS DVDs FEITOS POR COMPUTADOR QUE TEM POR AÍ, GRAÇAS A QUALIDADE PORCA DE 80% DAS MÍDIAS DO MERCADO – Sony, inclusive. As mídias da Maxell, e ainda as dos DVDs “menos”, são as únicas que funcionam.
Além de tudo isso, na semana que entra, o meu irmão, que estuda jornalismo na Faculdade Casper Líbero está com trabalhos marcados para todos os dias da próxima semana.
Alguém precisa falar pro pessoal que está concluindo o “terceiro colegial” que os professores de faculdade tem a mania de achar que só eles é que dão aula para os alunos e entopem eles de trabalho, mantendo eles ocupados 26 horas por dia, 8 dias por semana, sem saber que outros professores também fazem o mesmo… Dá vontade de ser analfabeto!
Tudo isso, mais a FortuneCity (lugar para o qual vai o Tinha que ser o Chaves) e seu FTPéssimo, que insiste em funcionar mal pra caramba, e mais alguns problemas com o cabo da internet de banda larga (mais ou menos larga, vai) fazem com que o site Tinha que ser o Chaves perca todas as oportunidades que estão sendo dadas!
O site é citado na bibliografia do livro recém-lançado “Chaves: Foi sem querer querendo?”, e o evento Festival da Boa Vizinhança reuniu muita gente que com certeza foi procurar por Chaves na Internet. Além das imagens que eu fiz de lá de dentro – uma pessoa até já me pediu cópia – enfim, o Tinha que ser o Chaves, fazendo um trocadilho infame, “tinha” de tudo para se tornar o site número 1 sobre o assunto na Internet.
Mas graças ao meu trabalho aos domingos [segundas, terças, etc.] – o pessoal não sabe que eu tenho site – ao pessoal que está pedindo DVDs aos borbotões como se eu fosse uma Sonopress da vida, à Faculdade Casper Líbero, aos problemas técnicos na FortuneCity, ao DomainDLX que não permite que 3 pessoas vejam o “T!” ao mesmo tempo, ao pessoal do Pega Essa, que se esqueceu de mim, ao pessoal da DirectNet, é bem provável que vocês estejam assistindo ao fim do Tinha que ser o Chaves. E olha que eu ainda não tenho emprego assalariado com carteira assinada… (Alô Shop Tour, tão precisando de auxiliares de edição por aí?…)
Talvez o site ainda esteja de volta algum dia em algum lugar. Mas quando e se isso vai acontecer, eu não faço a menor idéia…
Um abraço a todos. E para trocar uma idéia, o E-Mail é igorcbarroscartoons@hotmail.com .
[Tinha que ser o Chaves se encontra em http://tinhaqueserochaves.50webs.com. Já o site Pega Essa até hoje, 2008, não me respondeu.]
( Post em rede com “SodTV!” – http://sodtv.blogspot.com )
Como webmaster do site “Tinha que ser o Chaves”, é lógico que fiquei preocupado com a notícia publicada na coluna de Daniel Castro, na Folha de São Paulo, de 22 de abril de 2005.
Chaves e Chapolin, as séries mexicanas com episódios gravados entre 1971 e 1979, e que batiam recordes de longevidade, parece que estão agonizando no SBT – e o que é pior, ao contrário de outras épocas, quando se achava que outras emissoras estavam de olho nas séries, (a Record parece que já tentou comprar Chaves, a Globo elogia a série em seus veículos impressos) parece que elas partirão do SBT para o mais completo limbo.
(Não sei se vai ser mais fácil assistir ao “Show das Eleições” que a Globo fez em 1982 e diz que não tem mais no arquivo, onde ela disse que Brizola perdeu em primeiro lugar, do que Chaves e Chapolin, agora…)
Por serem latino-americanas e em videotape, elas também fogem do padrão da TV por assinatura, de canais como Retrô, Boomerang, Discovery Kids e até mesmo a TV Rá-Tim-Bum, esta mais aberta ao VT e a séries não-estadunidenses do que as outras.
(Se você não entendeu, séries de TV como “Bonanza”, “Duro na Queda”, etc. eram gravadas em película, como se fosse cinema. Chaves foi a segunda dublagem no Brasil a ser feita a partir de vídeo, a primeira foi a primeira novela mexicana a ser exibida no Brasil, “Os Ricos Também Choram”.)
Chapolin já estava fora do ar. Chaves saiu durante alguns meses, mas agora parece que a batata de Chaves assou. É que a Televisa, a emissora que produziu a série, estaria cobrando muito caro por ela agora, um valor que o SBT discorda. O que eu chamo de “Síndrome de Doraemon”.
Segundo o site JBox.tk, Doraemon é uma série de desenhos animados feita no Japão que tem praticamente a mesma idade de “Chaves” – com uma diferença, ela existe até hoje. E, assim como Chaves (comparação minha, não do JBox), conquista o público com histórias simples, divertidas e engraçadas, sem tramas intrincadas (ouviram, Walcyr Carrasco e João Kleber?)
Algumas emissoras já tentaram trazer Doraemon para o Brasil, mas não conseguiram porquê esbarraram no preço. É que há uma singela diferença quando se fala de “desenho animado”: no ocidente, ele é uma mera animação. Já no oriente, além disso, ele pode ser sitcom e até mesmo cinema. Enfim, Doraemon é tratado pelos detentores de seus direitos como uma série de verdade – tese com a qual os executivos brasileiros não concordam. E fica por aí, eles lá, e nós aqui.
A mesma coisa está acontecendo com “Chaves”, que até foi tratado como “uma série de verdade” em 2003, quando Sônia Abrão estava no SBT, com o Falando Francamente – até conseguindo trazer um ator do elenco (Edgar Vivar, o Sr. Barriga) para o Brasil.
Mas ao mudar de emissora, para a Record, cujos telejornais costumam sofrer com as estripolias do moleque mexicano, ela nunca mais tocou no assunto – afinal, a Record/Universal e o SBT se odeiam a ponto de fazer as torcidas de Boca e River parecerem se amar.
E Chaves voltou a ser “o tapa-buraco do SBT” – tanto é que voltou no lugar do extinto programa de fofocas “Cor-de-Rosa”. E infelizmente assim permaneceu até hoje.
Os fãs CH são os mais azarados de todos os fãs de séries de TV que podem existir. Rubens Barrichello é sortudo, perto de nós. Mesmo por quê, não vemos os fãs de Bonanza ou de Star Trek se preocupando com as fitas das séries ficarem amassadas, e com a ameaça delas saírem definitivamente do ar, sem serem exibidas em lugar algum, a não ser no exterior – e preferencialmente em emissoras que não transmitem o seu sinal via Internet. E o que é pior, sem que os astros originais movam uma palha quanto à isso – não sei por quê, os caras acham que o Brasil é muito longe (mais do que a Argentina, que eles vivem visitando) e devem achar o nosso português incompreensível.
E assim vai a vida, de lágrima em lágrima, de Marcelo Rezende em Marcelo Rezende, de Dênnis Munhoz em Dennis Munhoz. E de “Guinness” em “Guinness”.
A partir de julho, João Kleber, invista fundo nas suas séries de humor que você diz que são melhores que o Chaves. Do jeito que o herói mexicano anda, é capaz que pareçam melhores mesmo.
“Esta, pelo menos, é a minha versão.”
[EDIT: Por passar a exibir sitcoms latino-americanas e em videotape, a Nickelodeon poderia exibir as séries CH. O desenho animado do Chaves, produzido a partir de 2006, está sendo exibido pelo Cartoon Network.]
Galera, negó seguin: se eu estivesse na RedeTV!, neste momento, o GC estaria escrito: “Igor C. Barros abre o jogo e conta tudo”!
Vejam vocês. Descobri recentemente o site da cartunista – isso mesmo, that’s a girl – Jen Seng. Eu até agora não consigo entender como ela faz aqueles desenhos. Confesso que nos últimos dias já tentei imitá-la, mas nada… as minhas mãos continuam trêmulas.
O site chama-se Toonapalooza! ( http://www.toonapalooza.net ), e vejam vocês, a abreviatura do site é T!, quase igual a do Tinha que ser o Chaves, que é com “T” minúsculo. (A propósito, alguns episódios cancelados do Chaves estão voltando, já notaram?)
Ela desenha bem pra caramba, Mas bem. Mas bota bem nisso. Sabe o que é isso? É desenhar qualquer coisa que venha à cabeça – inclusive personagens com os dedos cruzados, grupos de três ou mais personagens, tudo isso com aquele feeling de animação à la Greg Capullo que eu só terei depois de anos de jejum e oração. Tudo isso, sem medo de ser feliz.
O mais curioso, e que me faz abrir o jogo para vocês, é o seguinte. Ela se diz cristã (não sei se católica ou protestante). E desenha dragões, personagens com 4 patas e 2 mãos (“centauros”), monstros, com aquelas caras aterrorizadoras dignas de qualquer capa do Airon Mêiden.
Eu sou evangélico (oooohhhhh - muitos sabem, mas vocês não, talvez eu seja o único de todo o meio furry mundial – mas graças a Deus, no meio CH não estou sozinho), e apesar de desenhar as minhas personagens femininas de biquíni, a ousadia pára por aí. Já até deixei de desenhar o Rainyday (um lobo com todos os detalhes que tem direito) por total falta de inspiração e motivação, enquanto que a nossa Chun-Li dos cartoons continua desenhando seus lobos aterrorizadores como se isso fosse fácil.
Me desculpe, mas eu não consigo entender. Eu queria entender o que está acontecendo. O meu desenho tem limites e o dela não. Quem está certo? Quem está errado? Eu só queria entender. Me ajude a sair dessa nóia, visite o meu site: http://igorcbarros.furry.com.br. Se gostar, divulgue para os amigos. Se não gostar, para os inimigos. Deus lhe abençoe e tenha misericórdia de nós, pecadores.
“Saúdo os que me escutaram, e agradeço aos que me ouviram.”
(Eu tinha escrito Rob Lefeld ao invés de Greg Capullo, me desculpe, Greg, não quis ofendê-lo… Lefeld é o “Igor C. Barros” das HQs Marvel/DC, que todos vocês já ouviram falar as barbaridades que ele desenha.)

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