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Bozo Memória: Bolachinhas, Amway e Herbalife…

Acredite se quiser, mas minha phamília já passou por três empresas de marketing multinível no começo dos anos 90. A não-progressão nas mesmas, felizmente, nos phez sair dessas roubadas praticamente ilesos. E eu não tive nada a ver com isso, tinha uns 10, 11 anos apenas, e poder de decisão equivalente a FFFFFe-25. Não muito diferente de hoje em dia, mas deixa pra lá…
Uma eu não sei o nome, mas foi manchete nos telejornais porquê simplesmente sumiu com o dinheiro de todo mundo. A empresa fazia um produto extremamente gorduroso, apelidado de “bolachinha”, supostamente usado e comprado muito caro pela indústria de cosméticos. Me lembro que os envelopes de papel pardo, nos quais as “bolachas” eram postas, ficavam completamente transparentes e ficavam pingando gordura, como nunca vi acontecer com nenhum alimento!! Ainda temos os potes parecidos com os de margarina, mas transparentes, que acompanhavam o kit. Aí, certo dia, vimos o local da empresa, um prédio na Avenida Paulista, ao lado do parque Trianon, ser a primeira notícia do Jornal Nacional… Tínhamos acabado de entrar no negócio, e não perdemos muita coisa (hoje seria algo como uns 100 reais) perto de outras pessoas que chegaram até a montar empresas para fabricar esse produto!!
Semanas depois, a Amway entrou en nuestras vidas. Agora a coisa vai, diziam. Foi, de certa forma – a Amway, ao contrário da primeira empresa, existe até hoje. Mas não deu muito certo… Usávamos mais os produtos do que vendíamos os mesmos – que seria o verdadeiro ‘pulo do gato’ e nos faria “cidadãos do mundo”, como já ouvi um diretor falar, em uma das reuniões, feitas na casa de um parente nosso. Mas nunca saímos pra vender nada. A lendária timidez dos Barros atacava, desta vez à nosso favor. Talvez foi o que permitiu-nos sair incógnitos dessa empresa, para partir para a… a… Herbalife!!! Acreditem se quiser. (E um recado à todas as empresas do Hemisfério ocidental: não confio em sites .com/br…)
E digamos que fiquei com saudades da Amway, ao menos os produtos deles eram bem pheitos, e serviam para alguma coisa, já com a Herbalife, em duas semanas, perdi 14 dias. Também saímos do jeito que entramos. Graças a Deus, diria atualmente.

Em 2001, com o surgimento do Napster, uma das primeiras coisas que eu encontrei eram faixas do CD dos Sobrinhos do Ataíde, de 1995 (sempre quis ter algum desses CDs até hoje e nunca vi em lojas… dammit). E uma delas era a sátira Herbalofo, uma sátira que a princípio achei um tanto ácida demais (“Meus professores, que nunca me deram nada, hoje trabalham pra mim, você vê como o mundo dá voltas?…”).
Bem, isto até que eu vi este site, que narra a história de um ex-vendedor da empresa. Matéria de teor semelhante colocada na Central de Mídia Independente teve uma batalha nos comentários de deixar o Blog dos Ouvintes do Pânico no chinelo, e o que é mais incrível, mais da metade deles defendendo a igr… digo, a empresa!

Uma mala do cassete
Ah, a Amway? Pois é, rapaz. O lucro dos superiores não vem dos produtos, e sim do material de apoio. Palestras motivacionais, para o pessoal que acha que não está dando conta do recado – e realmente não está!!… No nosso caso, uma mala repleta de fitas cassete (“TPBR não sei o quê, Lado A”, aí vinha uma palestra narrada em português, parecia documentário da Discovery sem imagens…), que regravei todas menos de 1 ano depois, com o consentimento de todos lá em casa. Detalhe: isso a gente acabou adquirindo logo de cara, mesmo sem ainda começar a vender nada!! Acho que nessa, fomos simplesmente passados pra trás.

E já no campo da sátira, veja (isto é, época) também o tópico da Desciclopédia sobre a Herbalife. Falta o cabeçalho “Este tópico contém verdades!”…

Poots. Hoje, andando com as próprias pernas, digo a mim mesmo… Marketing multinível, mas nem a PAL, Juvenal!


1 Response to “Bozo Memória: Bolachinhas, Amway e Herbalife…”


  1. 27 de outubro de 2009 às 5:53 pm

    Pegando o mote da expansão das Igrejas evangélicas e da profusão de esqueminhas de MMN no Brasil, abaixo trago uma análise sobre o comportamento dos distribuidores de marketing de rede e de determinadas instituições religiosas.
    .
    Psicanálise, distribuidores de marketing de rede e fiéis de determinadas instituições religiosas
    .
    Esse texto visa trazer à tona, sob a perspectiva psicanalítica freudiana, um pouco da descrição de Gustave Le Bon e William McDougall acerca da mente grupal, acerca de como o comportamento individual muda quando as pessoas pertencem a um grupo e como dentro desse grupo elas executam comportamentos que não manifestariam sozinhas.
    .
    Le Bon e os diferentes indivíduos no grupo
    .
    Na descrição de Le Bon por Freud, os indivíduos, ao serem transformados em um grupo, colocam-se na posse de uma espécie de mente coletiva que os faz sentir, pensar e agir de modo diferente do qual cada um faria se estivesse em isolamento. Há certas idéias e sentimentos que surgem ou se transformam em atos, mas que só se manifestam quando os indivíduos estão dentro de um grupo. O grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam e formam um novo ser que apresenta características diferentes daquelas possuídas isoladamente.

    A superestrutura mental, cujo desenvolvimento nos indivíduos apresenta diferenças, é removida, e as funções inconscientes, que são semelhantes em todos, ficam expostas. Indivíduos de um grupo apresentariam características que não possuíam anteriormente.

    Diga-se de passagem que, para Freud, não é necessário dar tanta importância às novas características, seria o bastante esclarecer que, num grupo, o indivíduo é colocado sob condições que lhe permitem arrojar de si as repressões de seus impulsos instintuais inconscientes. As características aparentemente novas são na realidade manifestações desse inconsciente, no qual tudo o que é mau na mente humana está contido como uma predisposição.

    Ora, se eu tenho consciência de que o que o grupo faz é expor aquilo que estava reprimido, e que portanto não se trata de algo novo no indivíduo e sim manifestações de seu inconsciente, não podemos responsabilizar somente a liderança de um grupo pelo comportamento dos demais. Ou seja, está naquele grupo quem se identificou com ele, e não somente pessoas ingênuas que foram enganadas por qualquer tipo de fraude. Isto tem que ser dito.

    Como exemplo do poder de um grupo para libertar instintos inconscientes e para moldar o comportamento de um sujeito, podemos tomar como exemplo a excitação coletiva vislumbrada através da catarse (o purgar, o “vômito” das emoções reprimidas) de uma vítima supostamente possuída por um demônio, que pelo trabalho do pastor é expulso daquele corpo numa suposta obra de Deus. Mas que fique bem claro aqui: não podemos dizer que, algumas vezes, não ocorram alguns eventos que até possam ser considerados de libertação emocional e espiritual em alguns indivíduos, em determinadas circunstâncias.

    Contudo, devemos ficar atentos para as libertações em “escala industrial”, ligada à “Teologia da Prosperidade”, e da utilização deliberada, por parte de diversos líderes religiosos e de líderes do marketing de rede, de técnicas de manipulação auxiliadas pelo conhecimento de determinados comportamentos de indivíduos em grupo.

    Em empresas de marketing multinível, como por exemplo Herbalife, Forever, Amway, Mary Kay etc, geralmente a suposta libertação ocorre no jugo da liberdade financeira, da independência financeira. Por exemplo, os distribuidores que estão à frente de um evento e aqueles distribuidores que pertencem a uma escala hierárquica inferior do plano de marketing de uma dessas empresas estão preparados, imbuídos, treinados para bater palmas de forma coletiva, para abordarem um potencial prospecto e utilizar as técnicas aprendidas nos eventos da empresa, de forma ordenada e planejada com antecedência, a fim de convencer o potencial prospecto de que uma vez seguido tim-tim por tim-tim o roteiro elaborado pela empresa e distribuidores top, fatalmente o incauto se transformará em um vencedor, da estirpe de Tim Sales, Oleg Deripaska ou Warren Buffett (mesmo que os recrutas que utilizam essas técnicas não saibam muito bem como aquilo tudo funciona).
    .
    Continua em:
    .
    http://industriadadecepcao.wordpress.com/2009/10/16/o-poder-dos-grupos-de-distribuidores-das-empresas-de-marketing-de-rede-e-de-fieis-de-varias-seitas/
    .
    ou
    .
    http://pseudogurus.blogspot.com/2009/10/o-poder-dos-grupos-de-distribuidores.html


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