11
set
08

2001, uma odisséia aqui mesmo

Meu irmão me acorda dizendo que está passando em todos os canais de TV que um prédio nos Estados Unidos está pegando fogo. Bem, são tantos… Aí eu constato, abismado, que se trata do mundialmente famoso World Trade Center. Dois prédios, com uma pequena diferença de altura, que na época, só eram mais baixos que a Sears Tower, em Chicago, no mesmo país.
Alguns parentes meus que moram em Nova Jersey já me mostraram mais de 10 anos antes em um vídeo: no prédio que não tem uma antena em cima existe um mirante. Mas não dá pra ver muita coisa: há uma cerca a vários metros da borda, para evitar eventuais suicídios, e se vê tudo de muito longe. Mais detalhes, só mesmo do Empire State com seus binóculos operados à moeda.
Carlos Nascimento, então na Rede Globo, diz que provavelmente estamos presenciando um dos acontecimentos mais importantes do século XXI. E informações dizem que um AVIÃO (as 8h46) conseguiu bater em cheio no prédio, sendo que aquele lugar não é rota de aviões! (Não veríamos imagens desse primeiro avião até os telejornais da noite.)
E, de repente (9h02), um segundo avião bate logo no OUTRO prédio do WTC. É coincidência demais! Muita fumaça, muito fogo, pessoas se atiram das janelas do WTC. Mas tinha como ficar pior: um dos prédios vai abaixo (ás 9h59), como se tivesse sido implodido. Pouco depois (10h28), o outro também. “Está no chão um dos símbolos dos Estados Unidos em todo o mundo!”. O WTC era até então o centro dos cartões postais de Nova Iorque, com aquelas famosas fotos tiradas da outra margem do Rio Hudson (que só fui saber o nome de tanto que se falou sobre esse assunto nos meses seguintes.)
Mesmo sendo brasileiro e estando longe de tudo aquilo, gritei quando vi o prédio desabando… Aquilo era absurdo demais pra estar acontecendo. Mas estava. Uma impressionante nuvem de concreto se abatia sobre as ruas da cidade. Os disaster movies se tornaram realidade, e por vários anos não se lançaria nenhum deles em Hollywood. Uma cena do filme Homem-Aranha 1 (bons tempos, pelo menos só tinha um) que se passava no WTC precisou ser alterada. No filme “Os Incríveis”, uma cena de desabamento de prédio foi removida. E por aí vai. E olha que eu não falei do Pentágono: essa foi a parte que eu menos entendi, e imagens do avião batendo no Pentágono eram muito ruins e só vieram à tona depois de muito tempo. O assunto chegou a ser tabu nos “Casseta & Planeta” que se seguiram, até alguns meses depois.

Os efeitos disso, no geral, foram um endurecimento das leis de imigração. O que poderá fazer com que eu nunca, jamais, possa estar nos EUA em toda a minha vida. Ainda sou solteiro, não tenho filhos, não sou empresário [ainda] e sou jovem demais para “não desertar” segundo the tosk and obtuse understanding das autoridades estadunidenses.  É por essas e outras que eu sonho mais em estar nas Filipinas, que fazem desenhos animados à rodo e não tem esses problemas com imigração…
Além das phamosas incursões dos EUA em países remotos do oriente médio, para levar saneamento básico, educação, saúde, transporte, moradia e emprego [irony detected]. Numa dessas, Saddam Hussein, outrora inimigo invencível, foi pra vala. E foi assim, sem carros voadores, nem robôs super inteligentes, que começou o tão sonhado e almejado século 21…

Sabe o caso da menina Isabela, abordado por alguns blogs por aí? (“Alô, é a Isabela?” “Tu, tu, tu, tu…” “Ih, caiu!”) O 11 de Setembro, muito mais antigo, já devia ter entrado nessa lista também. Cáspita.

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