25
dez
08

Feliz Natal al al al al al (2008)

Chegou o dia. Um dia não muito feliz, é verdade, tanto pela MofoTV quanto por mim, que não consegui fazer o programa de natal da Rádio Salt Cover de jeito nenhum. Mas, para quem crê, e  para quem não acredita, é tempo de recordar que, um dia, o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Feliz Natal, são os votos meus, e, porque não, da Salt Cover, ainda que em estado de coma.

Aliás, por falar em coma, enquanto você come o seu panetone (coisa que eu não tive por aqui, o ECON fechou antes, dammit!) permitam-me um pequeno desabafo.
Se eu, alguma hora, algum dia, conseguir voltar aos vídeos de Internet que cativaram a tantos, mesmo que sejam animações como o Zicky Zira, não me vejo mais no site que mudou a cara da Internet, para melhor ou para pior, sei lá.  Queria voltar diferente, sei lá, em uma WebTV ou em um site próprio, onde os Exterminadores do Futuro (quem tem ouvidos para ver, cheire) não me encheriam o instrumento de trabalho de Santa Claus.
Ou quem sabe até mesmo na televisão de verdade, como essas emissoras que eu vivo falando aqui, como AllTV (já esteve na TV a cabo, então vale), NGT, CNT, TV Brasil, e porque não, Rede Gospel, RITCanal 21 – alô pastor Ronaldo Didini, um abraço – que planeja fazer uma programação diversificada, com vários programas diferentes ao longo do dia e até já está fazendo estúdios para tanto. Tá, são engajadas, mas e daí? Também são emissoras de televisão, ora abuelas! Estar lá, sendo transmitido por antena ou por cabo, já vai ser um passo gigantesco para mim, daqueles de rasgar a calça…
Se algum dia eu conseguir essa volta, primeiramente, você vai ficar sabendo aqui, e será apresentado a um link de hospedador de arquivos. Até eu descobrir um site de vídeos BRÓDER, como era o YouTube antes de ser comprado pelo Google.
SE algum dia, por quê tantos condicionais? Quer saber? MESMO??? “Você não vai se irritar”, como diria o Chaves?
Taí mais um presente de Natal pra você. A menos que você fique nervoso com assuntos excessivamente metafísicos, desses tratados no programa do Billy Graham e outros. Clique abaixo, no “More”, esse recurso que eu praticamente não uso neste blog, e entenda o que é o meu serviço, para quem eu trabalho e tudo o mais que esteve me mantendo tão ocupado neste fim de ano. Para quem vai parar por aqui, Buenas Fiestas, tudo de bom, e que 2009 seja extremamente diferente! É nóis aqui e Obama lá! Valeu, pessoal.
PS: Valeu, Hamilton, pela lembrança, um fuerte abraço.

Afinal, no que trabalha Igor C. Barros?

De todos com os quais convivo na Internet desde a era Tinha que ser o Chaves, ao menos um deles  já viu e esteve lá, nesse lugar que guarda algumas coisas no mínimo surpreendentes, para quem não sabe.
A Igreja Batista da Liberdade, localizada em uma discreta curva da Rua Santo Amaro, no centro de São Paulo, vai fazer 100 anos já já,  em abril de 2009. Um de seus pastores, no começo do século XX, por um acaso, foi um dos missionários americanos que trouxeram essa deonominação para o Brasil, William Bagby, pra vocês verem a idade da coisa.
É capitaneada há mais de 25 pelo pastor Eli Fernandes, que em 1991 chegou a apresentar um programa de 5 minutos na Rede Manchete, chamado “Bom Dia” [EDIT: Não foi na rede, foi na TV FR, de Fausto Rocha, afiliada da Manchete em Ribeirão Preto. Por sua vez, Fausto Rocha apresentou plantões de jornalismo do SBT nos anos 80.]
Foi ele, digo, Eli, que virou notícia ao fechar uma sessão de cinema em um shopping para todos assistirem o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson. Por uma inacreditável coincidência, Eli conhece Valnice Milhomens (pregadora e muito mais conhecida, embora de uma linha completamente diferente) e… Assíria Lemos Seixas (doravante denominada Assíria), que vem a ser a atualmente ex-esposa de Pelé. Este já esteve algumas vezes nos cultos e na própria casa de Eli Fernandes. Onde eu mesmo já estive! Não ao mesmo tempo, inphelismente… Mas segue, ténica, segue.

Assíria, quando lançou seu primeiro disco, tinha uma porção de backing vocals junto com ela – cuja afinação foi elogiada por Caçulinha, no Domingão do Faustão. Todos eles são meus conhecidos, as vezes cruzo com um ou outro nos corredores de lá. Na verdade, são os melhores cantores dos, pasmem, CINCO corais que a igreja tem. O ministro de música Donaldo Guedes, o chefe dessa trupe, foi o tecladista de Assíria quando ela cantou o Hino Nacional antes de uma luta de boxe com o Popó. Esses backing vocals chegaram até a conhecer a casa do astro do futebol. Palmas para eles, aêêê!
Tá, eu confesso (talvez para surpresa de alguns deles que porventura possam ler isso aqui) que eu não curtia muito o estilo “corais que acompanham orquestras em Hollywood” imprimido ao álbum pelo arranjador Ruriá Duprat. Mas o Moacyr Franco curtiu pra caramba…

Poderia ser só a Assíria e o Pelé, mas esta história ainda tem mais coincidências curiosas. De lá também é Lucas Hornos , que se tornou conhecido por ter contracenado com Miguel Falabella e Marisa Orth em “Sai de Baixo”. Alguns anos después, Lucas e seus três irmãos, entre várias outras pessoas,  se empenham em uma empreitada (ou ministério, como se diz) diferente, o Extreme Impact, que transmite a mensagem de Deus através de estratégias impactantes – um tanto “loucas” para alguns, mas que dão certo. Como a pirofagia, que você viu ele fazer no Video Show. Acompanhadas de outras mais tradicionais, como a pregação, mesmo. O ministério foi idealizado pelo saudoso Rubens Hornos, falecido recentemente.
De lá tambem saíram Havanir Nimitz, a “Dra. Havanir” que se candidatou à prefeitura e a cargos eletivos, sendo sem dúvida a figura mais conhecida do extinto partido PRONA além de Enéas Carneiro, atualmente no PTC de Ciro Moura. Aliás, logo no primeiro dia de propaganda eleitoral deste ano, vocês leram aqui no Blog, eu ouvi seu jingle em um carro no qual ela estava…

Dessa igreja também saíram, por acaso, algumas canções que os evangélicos em todo o Brasil conhecem, como “Você pode ter” (Vencedores por Cristo, a música foi composta nas dependências da igreja) , “A começar em mim” (cântico de Beatriz Cruz) e “Jesus foi criança como eu” (de Almir Rosa). Se Deus me der inspiração algum dia, com toda a humildade, ainda gostaria de fazer parte dessa lista.

Eu e a ‘Liber’

Estou lá desde 1991, quando tinha 15 anos. Em 1994 comecei a fazer parte de um dos corais da igreja – cantando, mesmo, mal e mal, por isso que eu falei que os backing vocals da Assíria eram os melhores. Uma vivência que me possibilitou experiências bem inesperadas, como cantar “O Messias” no palco do Teatro Municipal. Aquele, de São Paulo, mesmo, em 1996! Além do Hino Nacional brasileiro, na abertura de alguns eventos, mesmo eu não sendo tão bom quanto alguns colegas ao meu lado, alguns com experiência em óperas…
Bem, isso até descobrir algum tempo depois um ramo de atividades totalmente diferente: a gravação dos cultos em vídeo, na qual estou desde 1996 até hoje, a princípio como operador de câmera (em 1986, com apenas 11 anos, eu já fazia isso em outra igreja, só que a câmera quebrou em uma noite de Natal como esta… pipipipipipi)
Por conta de tudo isso, em 2000 tornei-me editor e diretor de TV profissional, através do Senac.   Poderia estar trabalhando em um monte de lugares por aí – como o Shop Tour, que ainda usa ilhas de três máquinas como as que eu operei no Senac – mas desde 2006 eu trabalho… lá mesmo! Até então eu era um simples voluntário. A partir de 2006 o trabalho passou a ser pra valer, fazendo DVDs das mensagens e, atualmente, os programas que podem ser assistidos no site da igreja. Sí, mis amigos, porquê vocês acham que as legendas usam a fonte Rede Rounded?…
Além do chamado “bloco de avisos e comunicações”, que é dado em um telão, em vídeo, com uma apresentadora, e de quando em vez, com videografismos criados por mim. O pessoal sonha, futuramente, com alguma coisa na televisão – eles já estiveram na supracitada TV Palavra, com coral e tudo – e, se isso acontecer, não duvido que eu esteja na equipe. Quem sabe?…

Neste final de ano, a minha rotina vem sendo fazer todo o trabalho necessário, sentar-me na poltrona para dar conta do ‘império’ [falido] Salt Cover (que hoje se resume a dois sites e alguns blogs) e constatar que são… 23 horas e 58 minutos. E neste final de ano, a rotina é ainda mais heavy metal – quase com o mesmo volume de som de sus cancciones. Neste mês são apresentados musicais de Natal, que eu faço a edição para a Internet, principalmente na parte mais trabalhosa, as legendas. Pra ser honesto, uma iniciativa minha – eu fazia isso já em VHS, com um GC Videonics TM-2000 – que dá um trabalho of the caramba, mas que vale a pena.
Acabei de voltar de mais um deles. É, mais um. Olhe no calendário: haverá programação também no dia 24 (ontem) e no dia 31, além dos domingos entre eles. Já já começo a editar as cancciones entoadas á plenos pulmães, digo, pulmões.
Eu cheguei a acreditar que ainda seria possível voltar com a Rádio Salt Cover este ano. Como diz o personagem de Jô Soares, “Eu acrediteeeeeei!!!”

As vezes, cansado, paquero o neo-pentecostalismo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do Canal 21, pensando se lá,  eu chegaria na frente do computador e seriam 19 horas em vez de 23h58. Afinal, eu e meus colegas acabamos por gravar os cultos com bem mais qualidade que “Bôlinha”, “Tio” e seus blue caps… (Aquele zumbido do microfone sem fio seria impensável na Liber!)
Mas por outro lado, a própria Liber, com seus 100 anos, às vezes dá impressão de que poderia abrir um tapete vermelho para mim, de repente… Sei lá!
É provável que alguns deles possam estar lendo isso aqui, e estejam tão surpresos quanto você, então lá vai: Sonho em fazer um musical de Natal. Na verdade, sonho em fazer as partituras deste e mostrá-las ao supracitado Guedes, porquê as músicas em si já existem há mais de 10 anos. E é algo assim, bem… Salt Cover. (Se teve até ELVIS no musical “O Esplendor do Natal”, há alguns dias, why not??) Se algum dia isso acontecer, ah, chamo todos vocês (galera da WordPress, Blogger, Orkut e YouTube) pra ver.

Agora vocês podem entender um pouco melhor porquê nem sempre é possível eu investir pesado na Internet como em outros tempos.
E antes que alguém fique chocado de “como um cara desses faz HUMOR na Internet?!”. O humor sempre esteve na minha vida, desde as primeiras HQs toscas que eu fazia na infância, e eu, assim como Chespirito (aquele, o “Chaves” da televisão, embora nem sempre concorde totalmente com este), procuro fazer um humor um pouco mais ‘saudável’ do que a média. As vezes, até consigo… Existem diversos humoristas assim na América Latina, e o Brasil, como está na América do Norte (XD), tem um certo vácuo disso.
Assim começou a Rádio Salt Cover, quando era apenas em fitas cassete mal gravadas – que eu ainda quero mostrar algo disso por aqui.

Outros “caras como eu” fazem coisas que dividem muito mais opiniões do que a Salt Cover e suas cancciones. Como Joelma e Chimbinha e alguns lutadores de vale-tudo…

Agora, o metafísico

É claro que não é por essas questões financeiras e/ou estafantes que eu estou lá, é por questões, digamos, metafísicas, o destino da minha alma depois da morte. Nunca falei disso aqui, então reservo este “More” para finalmente tocar neste assunto, portanto, não reclame, o resto do blog sempre foi  totalmente diferente disso, certo?…
Sabe, aquela história que muitos já viram pessoalmente… a visão cessa, e é substituída por um túnel, que tem uma bifurcação. Acho que é a primeira vez que alguém escreve sobre esse assunto assim, fazendo essa comparação, mas lá vai: Durante a passagem por esse túnel, alguns disseram que sofreram como nunca em toda a sua vida! Em uma delas, está tudo claro, é um jardim, e a pessoa dá de cara, sei lá como, com seus ascendentes (pai, avô, filhos, etc.), reconhecendo-os logo de cara. Bem, algumas delas voltaram de lá, e puderam contar isso.
Outro, no entanto, cujo nome eu não sei (segundo o Google é o pastor João Carlos Marques), mas que fez um livro chamado “Volte e diga ao meu povo”, descreve algo ligeiramente diferente, e que pode parecer inacreditável nestes dias de Diogo Mainardi e Richard Dawkins.
Este, no túnel, sentiu uma incrível PAZ como nunca em toda a sua vida, foi para a metade ESCURA do túnel e deu de cara com… hã… Aquele, que não tem túmulo, o da cruz. Tá, você pode não concordar com, por exemplo, as músicas que cantam para Ele, ou o que dizem alguns blogs que falam “heresia isso, blasfêmia aquilo”, mas isso em nada O diminui, afinal, nós somos IMperfeitos, e ele não… Na verdade, ele (ou melhor, Ele) se interpôs ao falecido pai do supracitado, que estava a alguns passos atrás, para dizer que ele ainda não iria morrer de fato, e este voltou à vida – e “viver”, estando nesse estado, dói pra caramba…
Houve um dia, neste mesmo quarto, em 2003, no qual eu pensei em tudo isso ao ter supostamente um princípio de infarto. O meu braço esquerdo doía, enquanto o meu coração ardia. E depois de uma batalha, tossindo (vi na Internet, sei lá, alguns dizem que não funciona) e clamando, sobrevivi. Não vi luz alguma, mas só a sensação de que “o motor vai parar” já me deixou horrorizado. Escapei. Não virei nenhum triatleta por conta disso, mas tenho meus limites na alimentação. Amplos, mas que existem.
Talvez se algum dia isso realmente chegar a acontecer, quem sabe eu não escreva aqui?… O “Aniversariante” que me livre!
(Entre aspas, porquê a data foi estipulada pela Igreja Católica para acabar com uma festa pagã que acontecia em 25 de dezembro, na realidade Jesus Cristo teria nascido em abril… É o que dizem.)

Rapaz, acho que nunca escrevi tanto em um blog na minha vida, e ainda em um dia em que isso não deveria estar acontecendo – 25 de dezembro, e em tese, eu deveria estar dormindo, são 2 e 17 da manhã. E ainda sobre coisas tão íntimas e ao mesmo tempo tão polêmicas. Pra você que leu até aqui, muito obrigado… E voltamos a programação anormal!


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