Archive for the 'anos 90' Category

06
nov
09

Jantar, digo, almoço a luz de velas… Quase

Hoje, 2 horas da tarde, por um acaso desses extremamente aleatórios da vida, eu estava na praça de alimentação do Shopping Metrô Tatuapé, local que não é perto de casa e que eu nunca fui numa sexta-feira (excepcionalmente tive o dia livre hoje, geralmente eu trabalho pesado às sextas). E não é que faltou luz no shopping?!…
Já flagrei isso também em 1996, no Shopping Ibirapuera. O pior é que nessa ocasião a luz ia e voltava umas 5 vezes. Teve gente que tropeçou nas escadas rolantes quando elas pararam. Em todas as ocasiões, a mesma reação do público do shopping, um êêêêê indignado. Pelo menos hoje, o lugar onde eu estava era do lado de uma claraboia, já no Ibirapuera, não teve jeito, até mesmo a iluminação de emergência não funcionou, e era de noite… Noite pheliz, já que isso foi em dezembro.

26
jun
09

Cacetada, Michael Jackson se fué

Estava aqui eu trabalhando quando descubro, meio que aos poucos, pela televisão, que Billy Jean vai ficar viúva, Ben perdeu um grande amigo, e aquela garota tão sensacional vai ficar com o Paul. Annie aren’t ok, because he finally get enough. E, para os mais engraçadinhos, o bidê vai ficar vazio…
Phaleceu nesta tarde nos EUA o cantor, compositor, pai de família, e, com certeza, rei do pop Michael Jackson. Sabe, eu imaginava que esse dia um dia iria chegar, mas não que fosse hoje… Jackson parte aos 50 anos, depois de uma carreira tão impressionante quanto seu talento (e seu nariz), afinal qual garoto que você conhece que cantava daquele jeito seus primeiros hits como um calouro nota dez do Raul Gil?  E tudo isso continuou em sua carreira solo, de Don’t Stop Till You Get Enough em diante. [EDIT: A carreira solo começou bem antes disso, é que eu não coneço os lances direito, afinal eu nasci quando Elvis estava vivo, o papa era Paulo VI e Michael já estava lá, cantando como Kenny G toca seu sax.]
Que chato, imaginava o dia em que Michael estaria em programas populares cantando seus grandes sucessos com playback, ou ao violão, para uma plateia de clientes do Baú da Phelicidade batendo palmas ritmadas. Infelizmente sua carreira acabou antes…

Tão ou mais famoso que Beatles e Elvis Presley. Quando disse que estava com vitiligo – verdadeiro motivo de ele aparecer branco em 1988 – 3 fãs se ofereceram para doar sua pele à MJ, até que eles fossem informados do que é o vitiligo. Que artista causaria reações à esse ponto?! Só Michael da Silva Jackson (como eu o chamava).

Eu era muito criança quando lançaram Thriller, que marcou os anos 80 ao lado da galera de sempre, e não vi direito quando lançaram Bad (na verdade um dos primeiros clipes que barré da Internet banda larga foi Fat, de Weird Al Yankovic…) Mas o Fantástico nunca foi tão fantástico quanto no dia em que passaram Black or White. Mesmo com aquelas cenas que seriam cortadas depois, eu era um adolescente, achei legal, sei lá…
Se eu fosse fazer uma lista dos 10 programas de TV que eu mais gostei de ter visto, 3 deles eram sobre MJ. Dois foram na Band, apresentados por Roberto Cabrini. E ironicamente o outro era um Eu Vi na TV, do João Kleber, que costumeiramente exibia pegadinhas, durante um programa inteiro eles falaram sobre MJ com alguém próximo a eles, o produtor e fã do astro Dirceu Santana (aquele que era chamado de “Tio Chico”), que chegou a conhecê-lo pessoalmente. E não desliguei a TV enquanto não acabou. MJ é assunto. Para quem o conhece a fundo, renderia um blog inteiro.

Há duas perguntas sobre Michael Jackson que, de repente, poderiam ser respondidas de agora em diante. Foi ele mesmo que participou de um episódio dos Simpsons? (Nos créditos aparece o nome “John Jay Smith”). E ele chegou a compor a trilha sonora do game Sonic 3? (Algumas músicas deste game tem coincidências muito grandes com músicas do já saudoso Michael, um vídeo no YouTube mostrava isso.)
Em conseguindo voltar, a Rádio Salt Cover fará alguma referência à MJ, já gravamos a música “Bife”, mas com aquele vocoder era duro de entender a letra.  Força, família Jackson. E família Fawcett e os robôs efêmeros também.

02
jun
08

Notícias Níws: Onde este mundo vai parar?…

Assim dizia o ator João Crimanini, na campanha que lançou o Chevrolet Corsa, em 1994, o primeiro carro que tinha um rádio feito especialmente para ele e que não servia em outros modelos, para evitar roubos. Hoje em dia, vários carros são assim. Mas não estamos falando de carros, e de outra coisa: onde este mundo vai parar, mesmo… Veja só a notícia de “O Dia”:
Britânico é barrado em vôo por usar roupa ‘ofensiva’
A roupa, na verdade, era tão somente uma camiseta que mostrava um personagem do filme Transformers, um megatron, com uma arma nas mãos ou seu equivalente robótico. Brad Jayakody, 30, embora tenha sido barrado e achasse isso um absurdo, aceitou trocar de camiseta para poder entrar no vôo.
O porta-voz do aeroporto, consultado pela reportagem, disse que precisava analisar o caso. Isso acontece com pessoas que entram com camisetas que fazem analogia ao terrorismo, mostrando bombas (sei lá se até mesmo o inocente caracter M da fonte Wingdings.) “Temos que pensar nos outros passageiros”, disse o porta-voz.
Ou seja, já já, nem pense em tirar do armário as suas camisetas do Big Johnson e usá-las em países de língua inglesa, pois elas “aphrontarão a moral e os bons costumes”… Bóris: Isto é uma vergonha!
PS: POST DE NÚMERO 500!!

12
nov
07

Os anos 80 foram ótimos, mas… e daqui a 10 anos?

De olho nas phuturas gerações (desta vez, não de caracteres), que talvez ainda farão a festa “Trash 90’s” entre outras coisas, este blog faz uma lista da década de prata, na qual nasceram muitos dos pirráleos que hoje lhe empesteiam! Você, que tem amnésia, por acaso se lembra déeeee….

  • Tec Toy (tá legal, começou em 1989, mas tá valendo) e seus produtos de sua fase de ouro, como Pistola Zillion, Pense Bem, Mini Bit, Teddy Ruxpin (com a voz do Selton ou Danton Mello, sei lá, um dos dois!), etc.
  • Clones do NES (Phantom System, Top Game, Dynavision e um clone do Famicom japonês que guardava o joystick encaixando no console, até hoje não sei o nome) – É, nos EUA eles fazem parte dos anos 80, mas graças ao governo brasileiro, acabariam marcando a década seguinte! Me lembro do impacto que foi ver o Super Mario Bros. pela primeira vez, algumas coisas os MSX, que eu usava na época, não fariam jamais, como fazer o Mario ter incríveis 64 pixels de altura depois do cogumelo. Os Dynavision (quase um Playstation 2! E mais resistentes!), por incrível que pareça, ainda estão aí!!! Será que os fãs de NES sabem que, vindo ao Brasil, podem ter um NES zero quilômetro?…
  • Depois de se divertirem com Apple ][, MSX entre outros, as pessoas redescobrem os PCs com os games Lemmings, Prince of Persia, Indy 500 e F-1 GP. Ah, e com um tal de Oíndols 3.1! (Lemmings foi desenvolvido pela DMA Design, que hoje é a Rockstar, que fez um ou dois joguinhos que as pessoas jogam por aí, como GTA San Andreas…) Aliás, com um detalhe: o Windows era um “programa” dentro do DOS, que você tinha que entrar nele!!
  • Teclados musicais! É, muito mais gente os teve nos anos 90, graças à Casio… Mancada minha, quisera eu ter enchido o meu pai, lá no começo dos 80’s: “Pai, me compra um Prophet-5?… Pai, me compra um Jupiter 8?… Pai, me compra um CP-80?…” Mas os tempos mudaram e os produtos da Casio já estão caros pra k7, por isso hoje existe uma tal de Fenix, que nem site tem, que faz os únicos teclados com preço de três dígitos da atualidade…
  • Fitas cassete. Mas de cromo e Metal, claro… Ah, muitas delas falsificadas e vendidas em camelôs. E algumas delas ainda compradas das gravadoras.
  • Disque isso, disque aquilo, disque 900! Sucessor interesseiro, mercenário e usura do Disque 200, da década anterior. Na época, não se sabia o que dava mais dinheiro: abrir um colégio particular, ser fabricante de correias dentadas ou abrir um serviço de Disque 900…
  • A partir de 1994, refrigerantes à granel, graças à fabricantes como Convenção, Simba e Dolly! Uhú!   (Se você torceu o nariz, olha só: em 1994 estive em um evento no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de São Paulo, onde até estavam pessoas públicas, como os jornalistas Hélio Ansaldo, Murilo Antunes Alves (lembra do Jornal da Tosse, da Record? E teria aula na faculdade, 4 anos depois, com Aurélio Medeiros), Juarez Soares e Helena de Grammont e outros famosos, como Consuelo Leandro e Georgia Gomide, fora uma senhora cujo nome me escapa, que foi a caçadora de talentos que descobriu Angélica e Gugu.  Enfim, foi a única vez na minha vida que vi pessoas assim no mesmo ambiente que eu!  Bem, nesse evento, garçons serviam um refrigerante muito bom. Aí, circulando, descubro que eles enchiam os copos com PETs de 2 litros de guaraná e limão Convenção. E pensa que a galera achava ruim?…)
  • É, uhú mesmo! Enquanto estiveram juntos, os Sobrinhos do Ataíde me fizeram rolar de rir, no rádio e… dammit, não vi eles na Band!
  • Carrossel, Rosa Selvagem, Topázio, Simplesmente Maria… É, o SBT já não era mais aquele, mas por outro lado, não seria mais este! Pelo menos eles não reprisavam game shows de 10 anos atrás pra tapar buraco… [O SBT, na época, estava reprisando o programa Xaveco, de 1995]
  • Ligue já para zero onze, 1406! (sem o número da operadora, bons tempos…)
  • Bonés (para você que nasceu em 1999, bombetas) de times da NBA, principalmente quando Michael Jordan e Magic Johnson ainda jogavam, claro. E os Hornets ainda eram em Charlotte – esse eu tenho.
  • Bermudões com estampas xadrez (isso é MUITO anos 90…) E em 1997, roupas e sapatos em duas cores: cor-de-laranja e verde limão escuro, no vestuário feminino. Sei lá o que fizeram com elas depois… Ah, foi nos anos 90 que as mulheres phinalmente começaram a usar… terno e gravata. Eu me lembro do choque que foi ver na televisão, em 1988, a primeira a fazer isso, a atriz Nívea Maria, no comercial da revista Criativa…
  • Internet discada e seus provedores, como AOL, STI BBS, ZAZ, SOL, etc. Ah, todos muito bem pagos até surgirem iG, POP, BOL e BRFree…
  • Longas animados da Disney (a empresa vinha de mais de 20 anos sem nenhum sucesso na área, e hoje, se bobear, vai ficar mais 20 anos na fila, meu fi’…)
  • Camisetas dos Looney Tunes (da Side Play) e uns anos mais tarde, do Big Johnson. Penso que essas camisetas (devem ter existido nos EUA, com certeza) incomodaram a Disney, porquê elas modernizavam geral os personagens da Warner como a Disney até então relutava em fazer. O Pato Donald de camisa florida que se vê hoje em dia na TV era impensável nos anos 80.
    E acabo de ter uma notícia não muito agradável, segundo o Google, a Side Play não tem mais site oficial… é isso que dá ficar 2 anos sem ir em shopping por causa do trabalho! Uma pena… os meus personagens devem muito à essas camisetas. Ainda explicarei melhor.
  • O Mundo de Adrian – Ahá! Esta ninguém se lembra. Foi em 1996, a Adria lançou uma linha de macarrão que vinha com uma linha de personagens junto. Adrian era uma espécie de Galtar depois de fazer curso com o He-Man. Pra vocês terem uma idéia, até site com domínio o personagem tinha (adrian.com.br), em uma época onde menos de 1% da população tinha Internet! Bom, como não vi mais nenhum comercial e nunca cheguei a visitar o site, acho que isso foi um certo phracasso…
    Chico Jacaré – Ahá (2)! O negócio é o seguinte, esse era um personagem que tentou ser uma espécie de Barney brasileiro antes do original chegar ao Brasil. Posso falar? Seria muito melhor que o original… mas não foi pra frente. Ah, a série era em videotape. Valeu ao menos pela ousadia, geralmente o pessoal insistiria em fazer em película.
  • Aqui, agora! “É tipo o Notícias Populares na TV”, como disse um colega de escola em 1991, quando viu o programa pela primeira vez. E mais pro final da década, Cidade Alerta. Enfim, a violência campeava pela nação, e só a Turma da Mônica é que conseguia brincar na rua – e posteriormente, com a companhia de Do Contra, Nimbus e Marina Lima, digo…
  • Ah, o NP… ele atravessaria a década, e chamou a atenção por ter passado por uma reforma visual, que deixou o jornal… mais feio! O jornal foi substituído em 2000 pelo Agora São Paulo, que tem manchetes um pouco menos sensacionalistas, mas tem.
  • Philmadoras VHS (antes do Plano Collor, claro), VHS-C, 8mm… Uma muito conceituada no meio semi-profissional era a NV-M9000, da Panasonic, um pequeno parque de diversões, com os incríveis botões Audio Dub e Insert! Putz, o que eu não faria com uma dessas… Mas os computadores assumiriam essa parte.
  • Ah, editar vídeos em computador? Só no final da década, e 9 minutos de cada vez!! Sério, era assim que a galera fazia, com minúsculos drives de 5, 10 Gb (em 2000, o nosso tinha dois gigas!)
  • Artistas que phaziam sucesso? Pois é, Brasil (e aqui vai uma resenha escrita por alguém que não manja nada do assunto, ok, portanto, don’t reclaim.) A música se dividia entre a dance music and the rest of the world. No primeiro time, Ace of the Base, Joy Salinas, Co’Ro (que o pessoal tirava sarro e cantava “Ìpsilon!… Ípsilon!…”), Corona (essa era brasileira, cês acreditam?), Netzwerk, Haddaway… E no segundo time, Razão Brasileira, Raça Negra, Negritude Jr., Só Preto Sem Preconceito, João Paulo & Daniel, Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo… Incrívelmente entre eles estavam dois pirrails que virariam a década, Sandy & Júnior. Mas o segundo time tomaria um baque com o renascimento das bandas de humor, como Destemidos Limonadas, Pânico – eles mesmos! – e, claro, Mamonas Assassinas. Putz, mas eles morreram!!! Nããão!!!… (Aliás, ninguém nunca notou isso – nem eles – mas “Pense em Mim” era uma balada romântica, como as de George Benson ou George Michael, por isso que fez sucesso, cháspita!!)
  • Mas alguns deles sentiram o baque quando, no final da década, o mundo notou que não precisava comprar 26 CDs para descobrir que não teriam de jeito nenhum músicas que tocavam nas rádios como Like a Prayer, It’s a Wonderful Life, Grand’ Hotel e Pra Começar… Temos culpa?!
    [EDIT: O lance da dance music merece uma explicação mais detalhada: isso foi uma briga do dono da Jovem Pan, Tutinha Amaral, com o pessoal das gravadoras. Era comum, no começo de 1992, certas músicas não tocarem na Jovem Pan, por eles terem se recusado a pagar o jabá exigido, e a rádio acabava satirizando essas músicas! Parabólica, dos Engenheiros do Hawaii, era uma delas, virou Paranóica, que terminava com o cantor arrancando o fone de ouvido, dizendo: “Mas que música chata!”…  Era bem interessante alguém pôr isso na Internet, eu só tenho uns 20 segundos desta última e olhe lá. Essas músicas, que vinham desde 1991, viraram um LP que só era vendido na “Loja Jovem Pan” do Shopping Center Norte (por que será, hein? Acho que esse LP é mais raro que aquele do Roberto Carlos cantando bossa nova…)
    Tutinha acabou monopolizando a programação com as músicas da gravadora Paradoxx, pertencente a um amigo dele, e a Paradoxx só distribuía dance music. Não sei se foi por causa disso que a dance começou a fazer sucesso. Eu até gosto de algumas músicas, mas das originais (como as de Doctor Alban, DJ Bobo e Ace of the Base, por exemplo), não das infinitas releituras dos anos 70 e 80 que os conjuntos da época passariam a fazer (fora a fórmula ‘refrão melódico’ + ‘rap’, de 80% das músicas).
    Isso foi até mais ou menos 1997, quando de uma hora pra outra, voltou a se ouvir axé na rádio, com o Netinho da Bahia – em 1992 eles tocavam Daniela Mercury!! – ao lado das Spice Girls, que de dance music tinha muito pouco.]
  • A Rua Franz Schubert, no bairro da Cidade Jardim, em São Paulo, foi “o” ponto de encontro da galera que curtia a dance music nos anos 90. Ou quase: por incrível que pareça, as danceterias estavam totalmente abandonadas já em 1998!
    Hoje tem prédios residenciais nessa rua. Pensamento de hoje: “Se a vida é um vento que sopra, uma danceteria, seja qual for o ritmo (disco, new wave, lambada, dance), é um vento soprado por alguém com asma.” *buééeím*
  • Um programa pra mim marcou a década de 90 por ter sido único em seu tempo foi o Ponto a Ponto (1996). A Globo estava irreconhecível nesse programa, que foi a primeira coisa a ser gravada nos então três estúdios do Projac. E tem certeza que a tal “Banda Ponto a Ponto” não era um playback, não?!… Mas tem certeza mesmo?! Eles falam português, pelo menos?…

Assim que eu me lembrar de alguma coisa tem mais, e este post vai para os “Posts Importantses”.

03
nov
05

Vai faltar rico em São Paulo! (2005, mas continua atual)

Aí você vai pensar, mas por quê, já que os ricos são tão poucos? Exato, são poucos. Mas lugar para eles comprarem e morarem está sobrando!!
A cidade de Sâo Paulo parece estar vivendo um “boom” imobiliário. Aqui onde eu moro é possível ver 5 prédios em construção, e tem mais 2 que já estão com estandes de vendas montados. Eu sou assinante da Folha de São Paulo, e fico as vezes com um pouco de raiva… o jornal vem grosso, pesado, aí eu acho que são muitas notícias (sim, só recentemente aprendi a gostar do Primeiro Caderno) mas não… mais de 1/3 delas é publicidade de imóveis! Sempre em fartura: página dupla, páginas ímpares, as vezes em papel diferenciado, e por aí vai. [EDIT: Isso era lá em 2005, hoje leio muito pouco esse integrante do PiG, nem o Ilustrada me atrai mais. E em uma rua próxima, a rua Francisco Cruz, onde haviam casas e sobrados geminados, esvaziou, ficou tudo com placa de aluga-se, e em MENOS DE UMA SEMANA, foram iniciadas as obras de QUATRO empreendimentos, sendo que ainda tem mais imóveis vazios que só devem estar aguardando as empresas de demolição, é incrível o que está acontecendo nessa rua!]

E o padrão dos imóveis? Já se foi o tempo em que era muito os prédios terem uma vaga de garagem. Atualmente são cerca de 4 ou 5. Piscina e quadras esportivas, então, já viraram “ítem de série”. Alguns prédios agora tem uma espécie de home-theater coletivo, um local para shows com isolamento acústico, praças de massagem, um prédio tem três piscinas diferentes conforme a faixa etária, e por aí vai. De tudo isso, a única coisa útil que eu acho é o no-break: alguns prédios agora tem gerador de eletricidade. Aqui na Vila Mariana (o véio e cansado circuito 011 – alô AES Eletropaulo, um abraço!), onde a energia elétrica vive caindo sem motivo, ia ser ótimo. Cada vez mais se vêem ofertas de prédios duplex com triplex na cobertura. Pra você, que assim como eu é pobre, duplex é um apartamento com dois andares.

Ao menos não vamos ter aquela coisa horrorosa do Maharishi São Paulo Tower, um prédio comercial em estilo indiano. Tipo assim, tudo a ver com São Paulo, com o Brasil, com a América do Sul, com o Hemisfério Ocidental e por aí vai. O prédio seria o mais alto da América do Sul, mas teve a construção rejeitada pelo governo em 2000, e vai ser construído nos Estados Unidos agora. Eu vi as ilustrações do comercial impresso de lançamento, e posso dizer que os prédios do Artacho Jurado (Edifício Pacaembu, na frente da Câmara Municipal, Edifício Cinderela, etc.) são muito mais agradáveis de se ver do que aquilo… [EDIT: Não estou achando nada a respeito do Maharishi Tower, a não ser páginas brasileiras da época, nem algo mais concreto sobre esse prédio nos EUA. O prédio seria mais largo, mas não mais alto (677m) do que o Burj Dubai, cuja construção começou depois e que a Wikipédia diz que já chegou ao topo, com 818m. O Burj tem 158 andares, finalmente quebrando o antigo recorde de 110 andares de World Trade Center  e Willis Tower (ex-Sears)]

Enfim, sinceramente, galera: vai faltar rico pra morar em tanto prédio caro! A menos que eles estejam lançando as sementes para os pobres do futuro, conforme os prédios forem ficando velhos… Se bem que é provável que isso não aconteça, os prédios de Higienópolis tão bem véinhos, e nem por isso há pessoas menos abastadas morando neles.

Já o governo estadual – do pré-candidato Geraldo Alckmin, um nome que o Brasil ainda vai ouvir falar muito em 2006 – tenta ir um pouco pela contramão: alguns novos conjuntos habitacionais agora tem elevadores e acesso à Internet.




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Igor C. Barros Cartoons, o Blog

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