Posts Tagged ‘Bozo Memória

27
nov
08

Bozo Memória: Meu pai tinha um Opala

Acaba de ser lançado o livro “Opala, o carro que conquistou o Brasil”, de Paulo Cesar Sandler, da Editora Alaúde, nas melhores livrarias, coisa e tal.

Esse carro fez parte da minha vida, embora em um momento extremamente remoto. Quando o presidente ainda era Ernesto Geisel, o Papa ainda era Paulo VI e Elvis e John Lennon ainda estavam vivos, meu pai tinha um Corcel vermelho, do qual tenho lembranças remotas. Mas o carro que eu me lembro pra valer foi um Opala branco, modelo 78, não me lembro se as molduras dos faróis eram pretas ou prateadas. Só que, como meu pai não era exatamente rico, isso se deu durante os anos 80, mesmo… Não sei se naquela época já tinha esse lance de carro branco custar menos do que os outros, embora o pessoal fosse menos conservador do que hoje (PS: Por onde andam os Corsa 94 roxos, teal e amarelo-ovo? Nunca mais os vi…)
Acho que não valeria muito hoje, já que não tinha aquela pintura esportiva e tinha 2 lanternas de cada lado, na parte de trás (alguns tinham 3). Me lembro que tinha uns botões duros pra caramba  pra ligar o farol alto e outras coisas. Tinha uma espécie de “lustre” no meio do compartimento dos passageiros (hoje em dia os carros tem uma espécie de lanterna na frente do retrovisor, com bem mais utilidade). E, atencción, não tinha cinto de 3 pontos no banco da frente, era um cinto reto, como o dos bancos de trás. Não sei se teria que passar por alguma reforma para andar por aí hoje em dia.
Inphelizmente, apesar da minha idade provecta, não sei dirigir. É provável que eu dirija alguns desenhos animados antes de dirigir um carro. Ou uma moto. Ou uma lambreta de quatro rodas. Sei lá. Muitos tem filhos, outros tem cães, outros tem carros, não sei se conseguiria cuidar de sequer dois desses itens de cada vez… Mas, se eu tivesse condições, quem sabe o meu carro não seria um Opala? Ainda mais os de farol redondo, bem menos cobiçados que os de farol quadrado (os Opala 91/92 são difíceis de encontrar porquê são muito bons e os donos não vendem facilmente, não é qualquer carro que passa por essa situação!)

O Opala tem uma pá de curiosidades: trata-se de um carro idealizado pela General Motors… do Brasil. Assim como a Brasília, da Volks. Por ser um carro brazuca, ele não existe em games automobilísticos como Gran Turismo, ou quase isso, como GTA (nesse caso, este site dá um jeitinho brasileiro, na versão para PC de San Andreas.)
O nome não é por causa da pedra preciosa, é uma mistura dos nomes de dois outros carros da GM, Opel e Impala. E, caramba, 1992 foi realmente cheio de emoções (impeachment, Galaxy High passando na Globo, phim do Xou da Xuxa, nascimento da Rádio Salt Cover), e mais uma delas foi de que o Opala deixou de ser fabricado nesse ano, sob protestos dos fãs, que já haviam.
Durante muitos anos, praticamente todos os carros oficiais de políticos foram Opalas, da série Comodoro, com uma curiosa persiana na janela de trás, que eu nunca vi de perto e em nenhum outro carro, e com setas de direção vermelhas, que eu detestava (e o governo também, hoje as setas tem que ser obrigatóriamente laranjas/amarelas). A propósito: posteriormente esses carros foram vendidos pelo governo (um comercial do governo Collor mostrava um taxista de Brasília que tinha comprado um ex-carro oficial, falando que o governo estava reduzindo as despesas, coisa e tal.)

Se eu entendesse um pouco mais de carros, no geral, isso rendia outro blog.

Este final de ano está caminhando para ser pherrado, só de pensar nisso tremo nas bases. Não sei se vou entrar 2009 com cabelos brancos – ou cabelos inexistentes! Espero, pelo menos, fazer o especial de natal da Rádio Salt Cover, antes que seja tarde, e continuar pra valer com isso no começo do ano que vem, se-me-aproveitando-me das férias de CQC, Casseta e Pânico na TV.

24
out
08

Rapaz, que desenhos eram aqueles?

Este post era mais para o SodTV! ou para o Personagens & Cia.. Mas vai aqui mesmo, pra dar uma agitada neste blog, que anda meio paradex.

Uma das postagens de maior audiência no SodTV!, desde quando os vídeos estavam no ar ( :/  – o jeito é torcer pra algum Video Show da vida tomar alguma inciativa semelhante), é a que listava aberturas de desenhos animados dos anos 80, mas que não passaram no Brasil, como Comic Strip, The Mysterious Cities of Gold, entre outros. Era só pelas aberturas, mesmo, não pelas séries. Até descobri, pelos comentários, que uma daquelas séries, Galaxy High, havia sido exibida sem identificação, em 1992, no Show do Mallandro, e por um site constatei que Danger Mouse foi exibida pela TV Record, em 1985. Pena que, assim como Stevie Wonder, eu não vi.  No autumn breeze, no falling leaves.

Outros blogs e até sites, muito melhor do que eu, mostraram esses e outros pormenores de desenhos animados que marcaram a década de 80, e que foram exibidos no Brasil. Mas tem uns 3 ou 4, dos quais eu me lembro, que teimam em permanecer anônimos e alheios aos sites que versam sobre o assunto, e até ausentes de listagens de colecionadores de séries que eu já tenha visto. E espero que o nosso hrrrespeitável público quem sabe possa solucionar esses mistérios da meia-noite, que voam longe, etc, etc…

Tudo começa no segundo programa infantil da Rede Manchete, aquele que passava depois do palhaço Carequinha… el Club de la Criançaçaçaçaça... A propósito, esse programa ABRIA a programação da Manchete, às 5 da tarde !!! Depois, puseram o Carequinha nesse horário (George Savalla Gomes, a propósito, estava desde o começo na Manchete, segundo dizem, sendo meio que um “professor” de Xuxa para que ela trabalhasse com o público infantil. Isso bem antes do tempo em que diziam que ela “batia nas crianças”… )

Dos desenhos animados que eram exibidos no “Clube”, desde o início – pra quem não sabe, em 1983 eu “flagrei” a estréia de Xuxa Meneghel como apresentadora infantil, ela e mais umas 8 crianças em um fundo azul, e só!! –  apenas alguns deles deram as caras na TV a cabo: Super Tiras (uma das primeiras dublagens da Álamo!), Harlem Globetrotters (baseado no famoso time de exibição de basquete), e um que eu só achei o nome em inglês, “The Groove Goolies”, da Filmation, um terrir que hoje eu acho até um tanto ‘pesado’ demais pro meu gosto. Os outros, bateram asas e voaram, como…

  • Turma do Trololó: Exibido lá no início do Clube, saiu do ar rápido. Pessoas ou insetos minúsculos, não me lembro, viviam em uma árvore como se fosse em uma cidade. Já ouvi esse termo, anos depois, designando coisas chulas, mas o título era esse mesmo. Apesar de algumas semelhanças, não é a série “Os Pequeninos”, dos anos 80 e exibida pelo SBT nos anos 90.  É isso que mais me intriga, com exceção do trio Trollz, Clube das Winx e Witch, não se costuma fazer séries tão parecidas umas com as outras!… 😉
  • Heathcliff (Lord Gato, em alguns episódios): O personagem se tornaria conhecido pela sua série mais recente, exibida pelo SBT, mas deu as caras primeiro na Manchete, em episódios diferentes, com um pouco mais de qualidade… (eu acho, a série do SBT era animada no Japão, assim como os Caça-Fantasmas da Columbia).  TALVEZ  tenha passado no SBT nos anos 90. Seu colega Marmaduke (uma resposta mais realista ao Scooby-Doo, sei lá), pelo menos, foi visto por aquelas bandas.
  • Almôndega & Espaguete: Aparentemente eram dois surfistas, que andavam em uma van vermelha. Almôndega lembrava vagamente o então estudante Bussunda… [EDIT: Troca os remédios, rapeize! Eram os bastidores de uma banda de rock, mas segundo comentários em foruns estrangeiros, a premissa foi mal aproveitada, os quatro integrantes se saíram caretas demais… uma produção do mesmo estúdio do “Sem Nome 2” logo adiante, esse estúdio foi o que sobrou do DePatie-Freleng, da Pantera Cor de Rosa.]
  • Os Tremendões: Só achei o nome gracças ao site Mofolândia. Mas eu me lembro de mais detalhes do que o site: eram um grupo de amigos, uns 3, que jogavam em um time de futebol americano, para desespero do vizinho, com a curiosa alcunha de “Perturbado”, que não aguentava as jogadas deles, aí a memória já começa a falhar, parece que eles ‘batiam uma bolinha’ no quintal e ficava tremendo tudo, algo assim.  Producción da Hanna-Barbera – melhor dizendo, Iwao Takamoto, acho que William e Joseph nem encostaram nas pranchetas dessa série aí – de um longínquo 1970 (provavelmente meus pais nem se conheciam nessa época…)
  • Sem Nome 1: Um detetive que lembra o Raposão do Maurício de Sousa soluciona casos que eu sei lá o que eram, não me lembro mais, junto com seu ‘buldogue’ assistente… eu acho.  A curiosidade é que, se não me falha a memória, o protagonista era casado, algo raro de se ver em animação. Na verdade, acho que deve ser uma das séries mais ‘urbanizadas’ que eu já vi envolvendo furries. O desenho animado com certeza é dos mesmos produtores de Rocky & Bullwinkle (que vi nos anos 90), é daquele jeitão mesmo. [EDIT: Segundo Cláudio Roberto, do Culturanime, esta série se chama Calvin e o Coronel. Caramba, esse chegou muito antes do phamoso garoto que vive em uma área pouco urbanizada com seu tigre de pelúcia…]
  • Sem Nome 2: Dois ou três ursos pandas da altura de crianças (de repente é daqui que saíram Zicky Zira e sua turma…), ajudados por adultos humanóides, lutam contra uma vilã de pele esverdeada, contando para isso com pequenas pirâmides azuis colocadas sobre a palma das mãos, as “Pirâmides do Poder”. Esse foi o que mais ficou na minha cabeça, eu até imitava esse lance das pirâmides na época (calma, eu sobrevivi!). Por incrível que pareça, não é o Sport Billy (desenho exibido em Portugal e na Europa – se bem que sabe-se lá se deu a louca na Gazeta ou na Record algum dia desses), apesar de algumas semelhanças muito grandes (cadê os panda-lhes?!) Que série é esta, aphinal??? Alô, Infância 80 e sites concorrentes!    
    [EDIT: Segundo o supracitado no EDIT acima, esta série seria
    Pandemonium – por causa dos pandas, capisci? – uma produção da Marvel – sim, eles phaziam desenhos animados e até mesmo HQs que não tinham nada a ver com super heróis. Atualmente eles se aventuram pelo cinema.]
  • [EDIT DO EDIT: SIM, a minha memória não me traiu, Sport Billy foi exibido pela Rede Manchete! Segundo o site A Arca do Velho. Era só a minha cabeça que estava “lendo” Pandemonium e Sport Billy como uma série só. Mas era ele mesmo!! Sport Billy foi uma produção da Filmation, e curiosamente fez muito mais sucesso na Europa do que nas Américas. Outra coisa dos pandas de Pandamonium que eu não me lembrava: segundo o RetroJunk, eles… SE JUNTAVAM EM UM SÓ, feito robô de tokusatsu, e viravam o “Papa Panda”!!! É mole? Com certeza algum produtor andou assistindo Sun Vulcan ou Goggle V no Japão e teve essa idéia, mesmo por quê um deles, não sei qual, era formado por apenas 3 integrantes. Outra coisa: essa série foi produzida entre 1982 e 1983, quer dizer, demorou, dependendo do episódio, menos de UM ANO para ser exibida no Brasil! Geralmente a “janela” costuma ser muito maior. O recorde atualmente (que eu saiba) é de Jibaku (Bucky), anime que foi exibido em 1998 no Japão, e no mesmo ano, alguns meses depois, era exibido no programa Band Kids.]

    Maurício de Sousa recebeu uma proposta para fazer um remake do Sport Billy, mas o projeto não foi pra frente, segundo contou a exposição “Maurício de Sousa Impublicado” (ao qual eu tive o privilégio de ter visto pessoalmente em 1996, e agora está na Internet).

Tudo isso… só me faz llorar, já que eu devo ser um dos 3 ou 4 brasileiros que sonham em fazer séries de desenho animado como estas foram, e não em computação gráfica.  Sendo que os caras que as fizeram originalmente, caíram na bebida, nas drogas, na miséria, estão morrendo, largaram a animação pra cuidar dos netos, etc, etc, quando eu gostaria pelo menos de tê-los como meus camaradas de MSN. Ou mesmo de albergue. Sei lá.

18
jun
08

Aêêêê!!! 100 anos de imigração japonesa

Hoje completam-se 100 anos desde que o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos, vindo da cidade de Kobe, Japão. Talvez muitos estejam phartos de ouvir essa história, mas ela é melhor do que a overdose que está por vir aí, com os Jogos Olímpicos, que são em outro país que não esse… Enfim, são 100 anos de imigração japonesa no Brasil. E tem três coisas que eu queria abordar:
1) A quantas estamos? Em 1988, dizia-se que estavam nascendo os yonseis, a quarta geração dos descendentes. Por volta de 1998, já se falava nos goseis (quinta geração). E, pelo meu japonês macarrônico, já devemos estar tendo os nascimentos dos rokuseis por aí…
2) Para muitas pessoas, quando se fala em “países do Extremo Oriente”, logo vem uma singela melodia instrumental em fá sustenido menor na sua cabeça. Rapaz, que música seria essa?… (Se você não entendeu, tomei a Liberdade de executá-la para ustedes.)
3) E uma curiosidade que você não sabe, né? Na década de 90, eu adquiri o dicionário Japonês-Português da editora Massao Ohno, que foi o primeiro do tipo a ser feito no Brasil. Comprei por um certo interesse no idioma, embora eu ainda não saiba o verbo To Be em japonês, e eu descubro que, curiosamente, essa palavra “né”, existe em japonês e tem exatamente a mesma função de question tag que em português!…

Era então o ano de 1982. O primeiro colégio onde estudei era no bairro da Liberdade, e existe até hoje (eu acho), a Escola Adventista Paulistana, ao lado da FMU, hoje dona de metade do bairro. E a galera já estava lá, em peso, jogando o jankempô no intervalo (que eu conheci uns 15 anos antes disso ficar famoso, no jogo do Alex Kidd) e eu me lembro que até chegamos todos a fazer uma brincadeira que tudo o que eu me lembro é que se dizia “cabeça, tronco e membros” em japonês, enquanto tocava-se os mesmos, aí ia cada vez mais rápido e virava uma ginástica das braba.
Muitos anos depois, em 1997, eu fiz cursinho no Etapa, no metrô Ana Rosa, e houve uma vez em que o pessoal da parte da manhã veio de tarde, para fazer um simulado. E era uma multidão. Bem, resumindo, só não me senti mais deslocado no meio daquela galera, por não ser louro ou ruivo. Dava a impressão de que se eu começasse a cantar Kimi Ga Yo Wa (obrigado, Wikipédia, que não existia na época) a galera prosseguiria à plenos pulmões…

E pra completar a festa, confira no site da Turma da Mônica, a estréia em live-action dos personagens Tikara e Everest Vídeo, digo, Keika (finalmente em novos desenhos, pra quem já estava cansado só daquele único que aparecia no site), e o inesperado crossover de Mônica com Hello Kitty! Puts, a Mônica é baixinha mesmo!… Pretendo também abordar este tema no próximo programa da Rádio Salt Cover, que também terá Sylvio Guarujá, não perrcam, ôeee!!




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Conhece? Tem? Sabe quem tem? Já viu? Clique aqui.

Igor C. Barros Cartoons, o Blog

Feliz 2013! Este é o nosso blog secundário, porquê atendemos atualmente no Tumblr. Só que a compra do Tumblr pelo Yahoo! fez muita gente espontaneamente criar blogs da Wordpress. Seja como for, este blog está semi-de volta, só que diferente, despolitizado, mais maduro, mais velho, mais gordo, com menos cabelos, MAS com os mesmos sonhos:
"Fazer séries de desenho animado em grandes pólos produtores (EUA, Canadá, Japão, Filipinas, México) para que elas, com a máxima qualidade, possam também estar no Brasil, misturando-se às séries que vem do exterior, sem submeter-se aos ditames que regeriam o roteiro de um produto 100% nacional."
"Produzir músicas e/ou podcasts com qualidade equivalente a dos grandes estúdios para download ou streaming na Internet."

A Salt Cover? Desde 2010 ela é composta de mais pessoas além de mim, e atende em www.saltcover.com.br! Está sendo um tanto maltratada pelos nossos trabalhos na vida real, que sustentam o leitinho das crianças, mas está aí, e não morre quem peleia!

Crianças, que dia é hoje? 5:60!

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