Posts Tagged ‘Rede Rounded

22
jan
10

POST EXCEPCIONAL EM ASSOCIAÇÃO COM O TWITTER!

E aí, o que vocês acham?

PS: Eu sei que existe o serviço TwitPic para qualquer usuário do Twitter postar imagens. Só que eu nunca vi, nesse serviço, imagens geradas artificialmente – “não-fotos” – como é o nosso caso. Por via das dúvidas, vamos de WordPress, que tá meio caidaça depois que o DeviantArt apareceu na parada – e o público do DA é massa, mas quase ninguém de lá sabe o que é Rede Rounded.

10
ago
09

Rede Rounded faz participação muito especial…

… no programa Todo Canal News, que vai sair a cada 20 dias, mais ou menos, no YouTube, editado pelo blog Todo Canal | Audiência da TV, um dos blogs sobre televisão mais visitados (e copiados) que existem, sempre que eles aparecem na home da WordPress eu vou dar uma bisoiada por lá. O programa vem sendo muito elogiado.
Eles usam uma versão um tanto ultrapassada, mas usam. Lembrando que a Rede Rounded é uma fonte freeware, belêzz? Embora incrivelmente esteja ausente de todos os sites de fontes TrueType que eu conheço. Mas tudo bem, porquê é um work in progress, e novas versões ainda melhores estão a caminho.

15
jun
09

Uepaa! Blog usa Rede Rounded

O Blog Ibopes, especializado em TV, audiência e até algumas coisas fora do comum, como web novelas, usa, comprovadamente, a nossa fonte Rede Rounded, não só no título mas também em títulos de algumas seções. E é a variante que reproduz o tamanho maior do gerador de caracteres da Globo – veja mais na seção Rede Rounded deste blog.
Até que eu poderia me arriscar à fazer uma web novela, mas haja tempo pra isso (já imaginou, vocês podendo conhecer os diálogos de pseudo-sucessos como Milu e Tapa Nakara?…)

07
fev
09

Cadê a Salt Cover, seu sem vergonha?

Estou trabalhando feito um burro de carga 4×4 à diesel com cabine estendida. Mais do que no final do ano! (Provando que eu não sou Santa Claus, como já se cogitou, ho h… digo, hé, hé, hé.) Mas quero em breve fazer mais um programa da Rádio Salt Cover, mesmo que este precise ser fortemente apoiado mais em humor de texto do que musical (ainda não consegui comprar o meu tecradinho da Fênix, o único da atualidade que custa 3 dígitos. Eu queria poder explicar porquê que essas coisas acontecem, mas aí eu exporia demais a minha intimidade).
E a TV Salt Cover? Apesar da ausência de vídeos (só menos notada que a ausência de Bussunda), a Salt Cover tem o site e o blog. E mesmo abstendo-me de fortes emoções, como barras salmão da morte e barras azul-claro da surdez, estou tomando água da fonte , com as novas atualizações do site Memória Globo.Inphelizmente, no caso de outras emissoras que me inspiravam, como Manchete e SBT as coisas aí são um pouco mais complicadas, mas sites como o TeleHistória dão um jeito em algumas coisas. Enfim, o que eu quero dizer é que pretendo fazer uma espécie de Memória Cover, uma extensão das subpáginas que já existem no blog, e mesmo sem atualizações há algum tempo, são as mais vistas.
E algo de mais concreto está chegando: a Rede Rounded Black Condensed está praticamente pronta. Esse tipo de letra foi usado e abusado pela Rede Globo, mas em logotipos de programas, não em geração de caracteres. Os logos são da novela Paraíso (de 1982, um remake está vindo aí), minisséries Anarquistas Graças a Deus e Grande Sertão Veredas e programa Chico Anysio Show. E não duvido que hajam mais programas na lista.
O curioso é que, ao contrário da Rede Rounded convencional (fruto de quase 3 anos de testes e ainda sujeita à alterações!), foi fácil fazer essa fonte porquê logo de cara achei referências de excelente qualidade. Lembrando que este é um typeface diferente do usado nas legendas de músicas do Domingão do Faustão, que seria uma “Futura Condensed Rounded”, esse tem nítidas referências à “Rede Rounded” ou sei lá que nome essa fonte tinha originalmente.
E que o próximo post seja muito melhor que este, pellamordeDeus…

11
jan
09

Rede Rounded e você, tudo a ver

É um choque o que vem por ai!

É um choque o que vem por aí!

A seção Rede Rounded é a com maior audiência deste blog, dando um banho em todas as outras. Então, preparem-se que vem novidades por aí… Graças ao uso do Inkscape para se fazer as letras, a precisão agora é total (ainda haviam algumas diferenças irritantes no tamanho de algumas letras), portanto, em breve uma nova e QUEM SABE definitiva versão da Rede Rounded, e boa o suficiente até pra ser plotada em banners. Sei lá, entende? É que ainda pairam muitas dúvidas sobre alguns dos caracteres (ainda não me entra na cabeça como o “S” maiúsculo e o minúsculo são tão diferentes, mas é exatamente isso o que eu vejo nas imagens…), além de “variantes” dessas letras, como a mais fina, sem minúsculas, de antes de 1981, e a versão impressa encontrada em alguns discos da Som Livre, mais grossa (bold) do que as da geração de caracteres.
Uma novidade é que desta vez eu fiz uma medição com a única imagem que eu tinha e descobri o misterioso tamanho intermediário, que aparentemente eram as letras minúsculas (small caps) do tamanho maior, o da imagem “Atenção, os funcionários das empresas…”, e este agora já está incorporado à essa fonte. Prepare-se para tirar de circulação aquelas outras que você baixou há 3 anos, o que vem por aí é muito melhor! Fiquei até meio com vergonha de dar uma olhada no antigo visual dessa fonte, que era MUITO  distante da realidade…
Se você chegou aqui agora e acha que estamos falando grego, como se fosse em determinadas novelas das oito, acesse a seção Rede Rounded deste blog e deixe a patronzinho veliz. Beijo do gor-DÔ! Uôu!!

27
jun
08

Não sou o Kibeloco, mas…

Se a Word espremeu tudo, clique na imagem para ampliar.
É claro que essa fonte na imagem da Globo não é a Rede Rounded
,
tem uma leve diferença (note as letras s, b e d). É uma variação daquela fonte que eu chamo“Futura Rounded”, usada no jornalismo da emissora, e que eu julgava já meio desacreditada… O que eu achei curioso, ao ver essa imagem, é que essa variação extra light eu nunca havia visto antes (a Futura Rounded só tinha uma única versão, “medium” ou “bold”), e isso curiosamente só ocorreu agora, depois que eu tive a idéia de fazer a Rede Rounded nessa graduação.
Rapaz, acho que eles andaram vindo aqui em busca de idéias. E nem comentam, os danados!…
[EDIT: Passamos de 4000 acessos! Domo aregato gozaimasu!!]

31
mar
08

Kibei-me a mim mesmo!

Agora aqui na WordPress, saiba tudo sobre a fonte Rede Rounded, e o que é melhor, em uma página fixa e de fácil acesso, aí em cima! Só se vê na Word!
Mas vá com calma. Já dizia o pai de Lucas Gimenez, “I can’t get no satisfaction”, e estou tentando desenvolver versões um pouco mais fiéis e que saiam bem em qualquer tamanho, baseadas em outros dois GCs da Rede Globo. Uma delas é a Rede Rounded 2.2.
Pra quem não sabe, desenvolvi uma fonte TrueType que relembra os antigos geradores de caracteres da Rede Globo, dos anos 70, 80 e parte dos 90.

11
set
07

Rede Rounded, o post oficial

Veja a página Rede Rounded, lá em cima, aqui na tela da Word

Quando eu era criança, uma coisa que sempre me fascinava na televisão era: como é que eles colocavam aquelas letras na frente das imagens? E as que mais me chamavam a atenção eram (adivinha…) as da Rede Globo, por serem totalmente diferentes das outras e mais legíveis. Em algumas emissoras, como a TV Cultura, as letras eram totalmente brancas e só, como uma legenda de filme de cinema.

Achei que fosse vidro pintado, caneta de retroprojetor (sai um traço redondo, às vezes…), tudo, menos o mais óbvio: alguma coisa parecida com um computador. Máquina de escrever não era…

E comecei a desconfiar disso quando em 1983, no meio de um desenho do Pernalonga exibido no Balão Mágico (sério, na tela da Globo, velhinho!), um monte de letras “A” amarelas começam a tomar conta da tela, em vários tamanhos, e algumas delas com til!! O cara deve ter ficado feliz com o ‘brinquedo novo’, porquê a qualidade era excelente para a época e em comparação com outras emissoras (a TV Gazeta, saberia depois, usava como gerador de caracteres um painel de letras de plástico, como os de bares e lanchonetes!!!) Também, até acentuação tinha, não era fácil isso…
Eu sei lá quantos milhões a Globo gastava nessa área, nos Estados Unidos haviam emissoras com GCs bem, digamos, “podres” até uma década depois disso. (E no México, na mesma época, a Televisa tinha a estética de um trabalho escolar de um aluno sem computador em casa. Depois reclamam do Hans Donner…)

Essas letras que vazaram na tela já eram (saberia anos mais tarde, claro) na fonte Vag Rounded, o que mostra que tratava-se de um equipamento novo. O fato de elas aparecerem uma após a outra denuncia que elas foram geradas eletronicamente. (Qundo um título aparecia em “wipe”, na TV em preto e branco, era uma trucagem usando cartolina ou algo assim…)
Anos depois eu comecei a entender o que eram esses tais de computadores, embora estes tivessem uma resolução ridícula perto da dos geradores de caracteres (GCs).
[PS: O popular PC-XT, bisavô do computador que você usa agora, tinha um modo gráfico monocromático de 720×400, sufciente para vídeo analógico, mas ele foi lançado no mercado apenas em 1983 e os GCs dos qual falamos são anteriores a essa data.]

Apesar do explicado acima, muitas das letras que se viam, principalmente em aberturas de novelas, eram impressas em papel (muito provavelmente compostas por transferíveis, “transfers”, feitos sob encomenda, veja mais adiante) e filmadas por uma câmera, os GCs eletrônicos eram mais usados no jornalismo, e curiosamente eram “small caps”, com maiúsculas de tamanho menor no lugar das minúsculas. Mas nunca houve nenhum ‘abismo’ de qualidade entre um e outro, em ambos os métodos a concorrência comia poeira.

Os títulos filmados geralmente apareciam inclinados nas aberturas dos anos 80, a partir de, se não me engano, Sol de Verão (vi pelo YouTube, não me lembro dessa novela, claro!) A mania dos títulos inclinados só parou depois da novela Mandala quando o pessoal notou que os títulos eletrônicos saíam bem melhor (mas há aberturas sem títulos inclinados antes disso, como a de Roque Santeiro, por exemplo.)
[EDIT: Veja as aberturas de quaisquer dessas novelas em ótima qualidade direto da fonte, o site Memória Globo. O YouTube, por outro lado, fica com a abertura de “O Amor é Nosso”, que a Globo, sabe-se lá por quê, teria descartado. Ah, isso rendia outro blog…]

E EU COM ISSO?…

Em 1995 eu passei a ter o meu primeiro computador com Windows 3.1, e me chamou a atenção ter encontrado, em um CD de fontes TrueType, a fonte Vag Rounded (também Vagabond, Volkswagen ou Vogue Rounded).

Esta fonte, no Brasil, é muito associada á Rede Globo, que a usa desde 1976, quando Hans Donner começou a trabalhar na emissora, diversas fontes (Vag Rounded, Frankfurter…) com terminações arredondadas que fazem par com a Avant Garde, a fonte da logomarca da emissora. Aliás, Hans já criou várias fontes, mas não são nenhuma das que estamos falando, só a GloboFace, que veremos mais adiante. (Como eu sei?! No site oficial do designer está a seção “Tipografia”, que mostra fontes na categoria “display”, e em nenhum momento é citada essa, de categoria “texto”, que com certeza, seria a fonte mais importante de sua lavra! A não ser a GloboFace, sobre a qual falaremos depois.)

Em 1976, na abertura da novela Anjo Mau, pela primeira vez, não foi usada a fonte usual da Rede Globo até então (Eurostile Bold Expanded), e sim, outro tipo de letra – este, ao qual nos referimos agora, que lembrava a Futura, mas com cantos arredondados. Foi nessa época que estreou o logotipo da emissora em seu conceito atual, criado por Hans Donner, nas cores azul e ciano.
Essa abertura foi uma das últimas em preto e branco da emissora, e já usava equipamentos que seriam usados em aberturas em cores, com efeitos que, em preto e branco, não seriam possíveis.

Daí – vendo isso no Video Show, nos anos 90 – que eu comecei a pensar em resgatar esse typeface “esquecido”. Afinal, pesquisei o que pude nos principais sites que vendem fontes comerciais e constatei que, oficialmente, essa fonte não existia em formato digital, simplesmente – sendo que há indícios que ela já foi impressa (painéis no palco do programa Moacyr Franco Show, por exemplo, além da sinalização visual nos corredores do jornal O Globo), e mais: era com essa fonte que era dado o endereço do fabricante da Maionese Hellmann’s (Refinações de Milho Brasil) até meados dos anos 90! Devia ter guardado aquela tampa, seria uma referência e tanto…
Até em inocentes anotações em papel eram com essa fonte: por exemplo, no programa dos Trapalhões, Didi tirava da boca de Zacarias um papel escrito “TUDO BEM”, e ele dizia: “Você tirou as palavras da minha boca!” E as palavras eram com esse tipo de letra, com certeza executado através de transfers sob encomenda (a empresa Letraset ainda faz isso nos dias atuais). Ah, se tivesse sobrado uma folhinha dessas e alguém tivesse escaneado em 7200 dpi….

E como recriar essa fonte em formato digital, então? Primeiro, em 2004, eu ‘adaptei’ uma fonte Futura Heavy colocando cantos arredondados à duras penas, no próprio programa de edição de fontes. Consegui, mas alguma coisa não deu certo… lembrava a fonte que a própria Globo fez a partir de 2001 e passou a usar junto com as variantes originais da Futura, com cantos quadrados. A fonte é usada atualmente nos telejornais da emissora e ‘tenta’ – sem muito sucesso – remeter á fonte que estamos falando. Sem muito sucesso, porque essa seria, sim, literalmente, uma “Futura Rounded”. Foram feitos, inclusive, arredondamentos em outras variantes da Futura, como a Futura Condensed. Eu sabia que a VAG Rounded não era “aquela” fonte, pelas poucas imagens que eu via no Vídeo Show e pelo que eu via em reprises de minisséries e especiais, nas comemorações dos 30 anos da emissora.

Segundo o site Myfonts.com, a fonte Vag Rounded foi desenhada em 1979, por Gerry Barney, para a Volkswagen (VAG deve ser Volkswagen AG).

Em 2006, a Internet já havia sido varrida pelo furacão YouTube. E vendo a quantidade de coisas que estavam lá mostrando essas letras (incluindo coisas de fora da Globo, como comerciais da época), cheguei a conclusão de que poderia fazer uma fonte muito mais idêntica ao original. Desta vez, fazendo a fonte a partir do zero, usando um programa gráfico, traçando linhas em um “grid”, com o próprio programa fazendo os cantos arredondados das linhas, que era o mais difícil.Parece fácil assim? É, seria se a fonte em questão fosse “Avant Garde Rounded” – a Avant Garde é a fonte com formas mais básicas que existe, pelo menos nas maiúsculas, foi assim que eu fiz a logomarca da Salt Cover. Mas não, essa fonte tem suas manhas, algumas sutilezas, que incrivelmente a tornam muito original!

No final das contas, a fonte se parece muito pouco com a Futura. Palmas para seu desconhecido designer original (se bem que eu desconfio fortemente do próprio Gerry Barney, futuro criador da VAG Rounded).
No entanto, o fator YouTube não pesou tanto assim, eu mesmo tenho em casa algumas coisas gravadas que poderiam também ser referências, como os longos créditos de um especial musical de 1987, por exemplo – mas é pouca coisa, não sou nenhum José Marques Neto…
E desde 2008, depois que eu encerrei os trabalhos, eu “terei” referências melhores, com as aberturas de novelas que podem ser vistas em excelente qualidade no site Memória Globo.
Aliás, fica aqui a minha sugestão para que eles próprios falem sobre este assunto, na seção “Cronologia”, que ainda está em construção.

Foram muitas comparações com imagens, muitos testes em programas de edição de vídeo, muitas fontes que eu fiz não se pareciam nada… algumas letras foram muito difíceis de ‘matar a charada’ porquê elas se distorciam por causa dos vídeos e do próprio equipamento usado para fazer a superposição das letras, que consegue mudar a espessura das letras ou deixá-las borradas (geralmente a mesa de corte e efeitos – alguns GCs, antigamente, só geravam letras brancas sobre fundo preto, e as cores eram geradas todas pelas mesas de corte e efeitos, que faziam a superposição com cores e sombras, e parece que esse era o caso da Rede Globo. Os switchers analógicos da Panasonic WJ-MX20 e WJ-MX50, que muitas produtoras de vídeo já tiveram, fazem isso.)

Mas nos GCs eletrônicos da Rede Globo, dos anos 70, as bordas pretas eram criadas simultaneamente com as letras, sem depender de outros equipamentos. O que é surpreendente: não é qualquer computador que fazia isso, devido ao problema conhecido como confronto de atributos. A prova disso? Há um final de novela onde uma atriz – vestida de ‘anjo’ porquê sua personagem já havia morrido – brinca com a palavra “FIM” e, em alguns momentos, os traços pretos em volta dos caracteres aparecem cortados junto com os mesmos. Usando o método da câmera de títulos, qualquer coisa que estiver na frente da câmera apareceria completamente cercada por um traço preto (ou por uma sombra, dependendo do estilo que estiver selecionado.)

Enfim, acho que consegui. Se existem diferenças, elas só serão perceptíveis para os idealizadores dessa fonte, dos equipamentos ou os operadores de GC veteranos da emissora.

Os três ou quatro: isso se a Globo tiver o parafuso no lugar, não como a Manchete, que tinha, só no Rio, 20 operadores de GC, em uma época onde já existiam infomerciais e eles estavam indo à bancarrota… O quê, você é um deles? Você pode nos ser útil, veja mais adiante!

Eram usados vários equipamentos de geração de caracteres na Rede Globo, as letras eram ligeiramente diferentes em cada um deles (d’ohh). No canal que eu assisto (Globo São Paulo), haviam pelo menos dois, e um deles, idêntico a um dos da matriz da emissora. Até me intriga como eles conseguiam adaptar tantos equipamentos diferentes para fazer aquelas letras… E em todos eles o logo da emissora em preto e branco era um dos caracteres, em cada um dos tamanhos menores.

O que foi tomado como base para este projeto começou a ser usado em 1981 (pessoal da Globo, reparem quando começam os episódios do seriado Obrigado, Doutor: alguns deles foram feitos com um GC mais antigo e outros foram feitos com esse), e foi o GC oficial das aberturas das novelas até 1995, em “A Próxima Vítima”, tendo sido muito usado em chamadas, no começo da década. Além de ter sido usado mais ostensivamente no programa TV Pirata, em 1987 e 1988, e usado sobretudo em legendagem de filmes, quando feita pela própria emissora (como em Casablanca e traduções de músicas em A Noviça Rebelde, Nos Tempos da Brilhantina, etc.). Sempre em preto e branco, ou com uma cor qualquer de cada vez, gerada pelo equipamento que fazia o superimpose.

As variações desta fonte, Rede Rounded [série A], de espessuras diferentes são baseadas no tamanho original que as fontes tinham na tela. Medi 3 tamanhos diferentes, na maioria das vezes: 23, 29 e 45 pontos para 720×480 em 72 dpi, e em todos nota-se que o “traço” da fonte seria idêntico só aumentando o tamanho das letras, o que reforça as minhas suspeitas de que elas seriam bitmaps (feitas de pixels, em vez de vetores – sei lá se havia tecnologia para tipos vetoriais na época…) Depois que eu ‘encerrei os trabalhos’ por enquanto, descobri que havia um quarto tamanho, intermediário entre 29 e 45 pontos, mas esse era muito pouco usado, aparentemente era a mesma fonte de 45 pt. mas em “small caps”, já que nunca se viu letras minúsculas nesse tamanho, e nem o caractere símbolo da emissora.

Esse gerador de caracteres foi visto pela última vez na abertura da novela A Próxima Vítima, em 1995. Nesse ano, a Rede Globo estava se mudando para o Projac, onde foram introduzidos equipamentos novos, que nitidamente já usavam fontes TrueType e aposentaram os antigos de vez.

Onde será que está esse gerador de caracteres hoje? O que sobrou dele? Alguém sabe? Nem precisa dizer a marca, ré, ré… (muito provavelmente é Chyron, a marca líder desse mercado). Escreva pra gente ou comente este post!

O GC que era usado durante as sessões de filmes, nos anos 80, dizendo os títulos, já usava a fonte Vag Rounded, não me lembro de ter visto isso com outra fonte, nem mesmo quando as letras tinham contornos pretos, no começo da década. A propósito, essa parte é caprichada: em filmes dublados em que aparecem diálogos em língua estrangeira com legendas, eles só soltam isso depois que as legendas saem de cena.

EI, VOCÊ É EX-OPERADOR DE GC DA REDE MANCHETE? VOCÊ PODE SABER QUE EQUIPAMENTO É ESSE!

Desconfio que a Rede Manchete também tinha esse gerador de caracteres, mas usado com outro tipo de letra bem mais conhecido, Korinna (no começo, também a fonte Handel Gothic). Além da qualidade ser semelhante, as legendagens de fitas VHS da Globo Vídeo eram com essa fonte, mas as traduções de coisas que apareciam na tela (convencionalmente em letras maiúsculas) eram… adivinha? Com a fonte que nós perseguimos!!

A SEGUIR, CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Em 1992, o Fantástico e o Jornal Nacional começaram a usar um gerador de caracteres que, com certeza, usava fontes TrueType (só pode ser, devido a imensa variedade de fontes que se via nele – nesse era usada a fonte Vag Rounded, mesmo) com direito a anti-aliasing, mas que por muitos anos, só ficou disponível para o jornalismo. Nessa época estreou uma característica que a Globo usou e abusou nos anos 90, as imagens com degradês de canal Alpha – esse estilo chegou a ser imitado até mesmo por campanhas políticas.
(Pelo muito pouco que eu consegui averiguar, nos GCs da velha guarda que não eram computadorizados, como os da Chyron, cada tipo de letra era uma placa de circuito impresso colocada em um slot do equipamento.)

E desde 2001, o jornalismo usa as variantes modificadas da Futura, como falamos acima. Em 2006, o Jornal Nacional deixa de usar um GC convencional e passa a usar o equipamento de cenário virtual da Orad que era usado nas transmissões esportivas (talvez pelo motivo que a Record tivesse comprado um igual a esse…). Os caracteres perdem um pouco de definição.

Desde 2005, a TV brasileira de repente se tocou de que o uso de fontes com terminações arredondadas era uma exclusividade da Globo, e de repente, TV Cultura, SBT, Record e Gazeta passaram a usar a Vag Rounded, inphelismente sem imitar direito e sem resultados muito satisfatórios… A pioneira nesse aspecto é a RedeTV!, que usa essa fonte desde 2002. Esse foi um dos motivos que me fizeram recriar essa fonte antiga, que ao contrário da Vag Rounded, ninguém mais usou a não ser a Rede Globo.

TV MULHER

Uma curiosidade: O programa TV Mulher era possivelmente o único programa da Rede Globo que não usava esse tipo de letra em seu GC, usando uma família tipográfica bem mais comum, conhecida como Busorama ou Omnibus, mas com algumas letras tombadas pro lado (que nem acontece com a fonte Avant Garde.) Eu notei isso na própria época… claro que sem saber o que era Busorama, nem Bold, nem Italic, eu só tinha uns 6 anos! Bem, isso, pelo menos em São Paulo, onde foi gravada a primeira abertura desse programa.

Em novelas, uma novela dessa mesma época, cujo nome me escapou e eu preciso correr atrás, usava a fonte Serif Gothic em sua abertura. Pelo visto, foi só aí: a seguinte já tinha a tal fonte de terminações arredondadas.

EI, JÁ OUVIU FALAR EM “FONTES CORPORATIVAS”? É POR ISSO QUE VOCÊ NÃO VIU A FONTE À VENDA NO MYFONTS, MANÉ!
Existe realmente uma fonte corporativa na Rede Globo, atualmente, chamada GloboFace, e que é usada nas atuais aberturas de novelas, a partir de 2005. Só que essa… “também não é aquela”: é uma versão da Vag Rounded com circunferências ‘absolutas’ onde a VAG original é oval, como nas letras C, G, O, a, e, g, etc. Esta fonte, agora sim, foi idealizada por Hans Donner.
E essa está pouco disseminada até mesmo dentro da própria Globo: a novela das 8 usa essa fonte, já o Casseta & Planeta e o Toma Lá Dá Cá usam a VAG Rounded tradicional [EDIT: isto até a estréia da temporada 2008, e no caso do segundo.]
A GloboFace pode ser vista impressa em anúncios como a página semanal da Globo Filmes, publicada em alguns jornais.

Não acredito que a fonte em questão, antecessora da GloboFace, fosse uma fonte corporativa: as corporativas tem um uso muito mais amplo do que identidade visual de TV e sinalização, elas também são usadas em documentos impressos, inclusive memorandos internos! E pelo pouco que eu vi, essa parte teria sido na base da máquina de escrever, mesmo, já que, convenhamos, a Globo (não a Rede, a “TV” Globo, lá da Rua Von Martius, Jardim Botânico, Rio de Janeiro) era bem menor do que a Volkswagen da Alemanha… Atualmente… não sei, vi esta semana uma matéria no Video Show que mostrava como eram os estúdios do Projac, e o que se via era um monte de papéis impressos em Arial e Times New Roman. A GloboFace é figurinha difícil até mesmo no site Globo.com, que usa a fonte Vag Rounded na maioria das logomarcas.

A NOVELA AINDA NÃO ACABOU: REDE ROUNDED SÉRIE B
Esta fonte é diferente da série anterior porquê, em vez de ser feita para se parecer exatamente com o gerador de caracteres, ela é uma fonte normal, para sair bem em qualquer tamanho. Veja aqui. Se você quiser usar em vídeos, eu recomendo as B5 e B7. O “emagrecimento” da fonte mostra que, realmente, não se trata de uma versão arredondada da Futura.

E sites de fontes TrueType gratuitas estão convidados a incluir a Rede Rounded em seu elenco!

01
maio
07

TrueType: Mais um campeão de audiência! De novo

ATENÇÃO, olha a data! Esta postagem é de 2007. Baixe fontes melhores (MUITO melhores, o negócio evoluiu pra caramba), e em links que funcionam, lá em cima, na página Rede Rounded deste blog. Obrigated!

Lembra aquelas fontes que pareciam o gerador de caracteres da Rede Globo (a propósito, a expressão “Gerador de Caracteres da Rede Globo” é exclusiva deste blog em toda a Internet, procure no Google!! Caramba, isso era uma das melhores coisas que eles tinham e só eu que falo disso, nem eles próprios?!)

Pois é, Brasil. Já fiz duas, e com vocês, mais uma tentativa. E porquê isso? É que o original dessas fontes é em baixa resolução, em bitmap, na memória de um aparelho que sei lá de que marca é, que deve estar largado em algum canto da Rua Von Martius ou coisa que o valha. Sem falar que nunca vi essa fonte impressa “ao vivo” – só vi pela TV, quando mostraram a sinalização que existia nos corredores do jornal O Globo. E eu queria saber porquê até hoje nenhuma empresa das que estão aí (ITC, Esselte, FontFont e tantas outras) tomou iniciativa parecida com a minha, de pegar esse typeface e “ressuscitá-lo” fazendo TrueType ou Type 1 dessa fonte! Akzar o delas.

Refiz a fonte por causa de alguns problemas em relação a proporção das letras maiúsculas e minúsculas, além de não ter notado alguns detalhes em algumas letras (um canto arredondado na borda do “E” minusculo foi uma das coisas mais difíceis de confeccionar que eu já encarei!)
Não é fácil, minha gente. Todas as minhas referências estão no YouTube. E as minhas gravações de TV mais antigas que tenho em casa são de 1991, quando esse equipamento que eu faço menção aqui já começava a ser aposentado.

E com uma novedad: em homenagem à Lucília Diniz, versão light – algo que não existia na tela da TV, mas que assim vai existir na sua impressora.

Enfim, baixe a fonte aqui, e rápido, sei lá até quando eles mantém o arquivo: http://putstuff.putfile.com/75126/2103219. Sites de fontes TrueType estão gentilmente convidados a aumentarem seu repertório com mais estas fontes.

Uma curiosidade: Hans Donner já criou muitas fontes! Mas não há nenhuma palavra a respeito da fonte em epígrafe em seu site oficial, o que mostra que ela já existia em algum lugar e ele apenas a selecionou pra fazer parte da nova diagramação visual da Rede Globo, implantada por ele, e que por mais de 20 anos, fez a concorrência comer poeira.

28
fev
07

A Rede Globo vai invadir o seu computador! Calma, é só o GC deles

Atenção: Este foi apenas o início do projeto Rede Rounded, neste post datado de 2007. Para as fontes mais recentes, vá até https://igorcbarros.wordpress.com/rede-rounded/. Pelo bem das informações dadas neste blog, o texto foi adaptado e reescrito.

Neste projeto, o mais difícil é fazer as letras minúsculas, que são muito mais complexas e tem muito menos referências do que as maiúsculas.

Neste projeto, o mais difícil é fazer as letras minúsculas, que são muito mais complexas e tem muito menos referências do que as maiúsculas. Até 1981 a Rede Globo só usava letras maiúsculas na geração de caracteres e em logotipos. Em 1981 estreou o programa Globo Cidade, um programa local do Rio de Janeiro, e no logo desse programa, a palavra "cidade" estreia as letras minúsculas.

Está começando o meu mais novo projeto de fontes True Type: Rede Rounded. E essa eu resolvi fazer de próprio punho porquê ela não existe, como existia no passado, em lugar nenhum!!! Procurei em todos os sites que vendem fontes, não há nada sequer parecido com isso, sei lá, uma versão com cantos quadrados, nada!!
[EDIT out/2009: A fonte Fur Rounded PARECIA ser uma versão destruída da fonte perseguida por este projeto, mas não é: o próprio desenvolvedor afirma que ela é baseada na Futura Heavy. Ou seja, profissionalmente, a fonte original continua não existindo. Não confunda esta fonte com a utilizada atualmente no Jornal Nacional ou em programas como Toma Lá Dá Cá, estas foram desenvolvidas pela Rede Globo, e não tem a intenção deste projeto.]

Esta versão é baseada nos títulos só com letras maiúsculas, que apareciam em algumas logomarcas de programas dos anos 70. Em breve estará disponível.

Esta versão é baseada nos títulos só com letras maiúsculas, que apareciam em algumas logomarcas de programas dos anos 70 (além do caso do leite em pó citado no texto). Em breve estará disponível.

Já vi essa fonte na tampa da maionese Hellmann’s, dizendo o endereço do fabricante. No YouTube, o slogan de um antigo comercial do Leite em Pó Royal também usa essa fonte “desaparecida”. Mas o uso mais famoso dessa fonte foi nos GCs da Rede Globo, entre 1976 (abertura da novela Anjo Mau) e 1995 (abertura da novela A Próxima Vítima), em tudo quanto era lugar: créditos de programas, telejornais, aberturas de novelas e até legendas de filmes, como os da Globo Vídeo. (Houve também a novela Salário Mínimo da TV Tupi, mas era alarme falso, não era o mesmo typeface da Globo)

Na verdade, a Globo já usou MUITO MAIS gerador de caracteres do que hoje em dia. Não havia nenhuma execução de músicas, mesmo em programas infantis como o Balão Mágico, sem que fosse dado título e autores. (Quebrava LEGAL a magia da televisão, mas, e daí?…) Os nomes das chacretes eram dados ao longo do Cassino do Chacrinha. Antigamente, quando o GP do Brasil era gerado pela própria Globo em vez da F1 Administration, a parte de GC era toda feita pela emissora, em inglês. E por aí vai… Hoje em dia, só a RedeTV! usa geração de caracteres de forma tão intensa.

Reprodução fiel do gerador de caracteres usado a partir de 1981, com os caracteres de tamanho maior que eram usados nas chamadas da emissora naquela época, depois passaram a ser usados na apresentação de eventos esportivos como a Fórmula 1.

Reprodução fiel do gerador de caracteres usado a partir de 1981, com os caracteres de tamanho maior que eram usados nas chamadas da emissora naquela época, depois passaram a ser usados na apresentação de eventos esportivos como a Fórmula 1.

Até mesmo placas de sinalização dentro da emissora e do jornal “O Globo” eram com esse tipo de letra! [EDIT: O Globo mudou de sede em 1999.]
Mãns
veio a inauguração do Projac, e junto com ela, a compra de novos equipamentos e novos GCs, que já usavam fontes TrueType em vez de placas onde os bitmaps eram gravados em EPROM – suposição minha, mas só pode ser isso – era assim que operavam na época os GCs dedicados da Chyron, líder do segmento nos EUA e que existe até hoje – “dedicado” significa que ele não consegue funcionar como um computador, ao contrário dos GCs de hoje, que rodam Windows, por exemplo.

Com esses equipamentos, acabaria sendo oficializada a fonte conhecida como Vogue Rounded (hoje banalizada e usada por quase todas as emissoras).
Como nem sequer os desenvolvedores de fontes alemães – alguns que vivem resgatando fontes esquecidas, como aquelas com DB no título – resgataram essa fonte, resolvi fazer isso.

Na verdade, na minha infância e adolescência, tentava fazer na mão. Obviamente sem sucesso. Em 2004 eu adaptei uma fonte Futura Heavy em um programa de edição de fontes, que até que ficou bacana, mas não convencia, devido a total falta de referências. O typeface verdadeiro não era tão decalcado assim na Futura como nós pensavamos até então. E as referências surgiriam mais tarde…

Mais, muito mais sobre esse assunto, e os links que você está procurando, na página Rede Rounded deste blog, no cabeçalho. Vai lá!




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Igor C. Barros Cartoons, o Blog

Feliz 2013! Este é o nosso blog secundário, porquê atendemos atualmente no Tumblr. Só que a compra do Tumblr pelo Yahoo! fez muita gente espontaneamente criar blogs da Wordpress. Seja como for, este blog está semi-de volta, só que diferente, despolitizado, mais maduro, mais velho, mais gordo, com menos cabelos, MAS com os mesmos sonhos:
"Fazer séries de desenho animado em grandes pólos produtores (EUA, Canadá, Japão, Filipinas, México) para que elas, com a máxima qualidade, possam também estar no Brasil, misturando-se às séries que vem do exterior, sem submeter-se aos ditames que regeriam o roteiro de um produto 100% nacional."
"Produzir músicas e/ou podcasts com qualidade equivalente a dos grandes estúdios para download ou streaming na Internet."

A Salt Cover? Desde 2010 ela é composta de mais pessoas além de mim, e atende em www.saltcover.com.br! Está sendo um tanto maltratada pelos nossos trabalhos na vida real, que sustentam o leitinho das crianças, mas está aí, e não morre quem peleia!

Crianças, que dia é hoje? 5:60!

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Arquivos Mort… digo, vivos (afinal, estamos na Wordpress)

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Sabe uma coisa que você pode fazer com ele? Doar para o Criança Esperança. Não é piada: pela Internet, você pode doar 24 horas e 365 dias por ano!!! E sem o Aragão te enchendo os pacovás! Duvida? Clique aqui!!

Este blog não é o seu genro, mas é bem visitado

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Este blog tem textos escritos desde 2004, e muitos dos links deles ou até mesmo suas informações podem não ser mais válidas.
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Só pra constar, viu

Agora aqui na WP, na página Míusiqui, as músicas que embalaram uma geração, pra você e todo mundo cantar junto! Essas e muitas outras você só ouve na Rádio Salt Cover, mesmo porquê a rádio clandestina da sua quebrada tem um nome a zelar.
Em breve, confira também o nosso perfil no DeviantArt, onde você finalmente vai entender porquê este blog se chama Igor C. Barros Cartoons...