Posts Tagged ‘SBT

16
maio
10

SBT, KD os episódios das séries CH?

Deu até na Folha Online! A história dos episódios perdidos e/ou engavetados de Chaves e Chapolin, explicada tintim por tintim (rimou!). Ouça e entenda que história é essa.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u734688.shtml

13
out
09

Kiko: o caso era mais sério do que parecia

Calma, não é nada comigo nem com a Salt Cover. Graças a Deus. Já com ele…

Há uns 2 meses eu fui ao Shopping Center Norte, o shopping que eu menos vou em toda a cidade, e por esse motivo queria ir lá.
E em um restaurante, percebi uma pessoa vestida como o Quico da série Chaves, com uma roupa até que bem feita, lembrando a temporada 1978.
Pensei até ter sido reconhecido por ele, porquê eu fui ao shopping igualzinho à foto do cabeçalho do blog. Achei que pudesse estar acontecendo algum evento CH, ou mesmo de mangá e anime envolvendo cosplayers, porquê alguns – alguns que eu conheço, inclusive – frequentam esses eventos vestidos ocmo personagens de Chaves e Chapolin, é o pessoal do Fã-Clube Chespirito Brasil.
Na verdade havia um pequeno detalhe aí: era segunda-feira, dia livre para mim, mas não para a maioria das pessoas, e me parece que os eventos não são feitos às segundas (é ou não é, Cláudio Roberto?) E onde é que eles iriam fazer evento CH na região, no Expo Center Norte ou no Anhembi?… (Algum dia chegaremos lá!)

Pois é, e não é que eu encontro ele de novo? Desta vez na TV, no Casos de Família. Na verdade, TV pra ele não é novidade: ele já esteve em um programa apresentado por Silvio Santos, respondendo sobre Chaves, e até chegou a perguntar sobre os ‘episódios perdidos’, algo que só o SBT não sabe do que se trata.  E o caso dele é muito mais sério do que um simples evento! Link YouTubístico , mas o SBT nem sabe que esse site existe, então acho que não teremos problemas. Dica do Valette Negro, administrador do Fórum Único Chespirito, e vídeo por DucadorCH.
Falando em Chaves: esta é a principal atração do próximo programa da Rádio Salt Cover, que consegui gravar metade hoje, uns 13 minutos, aêêêê!! Mas não é qualquer coisa. A gente imaginou como seria o episódio mais cancelado de todos os tempos…

12
ago
09

Vai aqui mesmo!

sbtEstou cansado de postar 17,5 posts no SodTV! e nenhum aqui. O SBT, oficialmente, já é “a TV mais feliz do Brasil”, com vídeo promocional e tudo. Só faltava um daqueles jingles da NBC ou da ABC pra acompanhar, mas, milagre, parece que desta vez não tem… Se bem que no vídeo, um velho vício SBTiano acontece, o de enquadrar a cabeça das pessoas no centro da tela.

Aliás, vamos relembrar aqui alguns momentos raríssimos, mas que aconteceram, às vezes em que a Globo se lembrou que o SBT existia e tirou sarro do SBT. A maioria das paródias foi barrada por Boni, quando era diretor da Globo, mas muitas delas foram ao ar assim mesmo…

– Na TV Pirata, em 1987, um bloco inteiro foi dedicado ao Sistema Vagabundo de Televisão, com o slogan Quem Procura Abacaxi, e uma [per]versão da Praça é Nossa, que havia estreado naquele ano. A TV Pirata tem meio que fixação pela Praça, pois eles parodiariam ela mais uma vez ainda em 1992, como “O Pracinha da Alegria”, uma versão do programa passada durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive alguns personagens são repetidos do quadro de  seis anos antes. E no último dos especiais mensais de 92, com o tema faroeste, há várias referências ao SBT, como os vilões serem apresentados ao som da música “É coisa nossa” e o saloon deles se chamar… Roletrando (programa que na época era diário, com Silvio Santos mesmo, e estava bombando)

– A TV Colosso, em um episódio de 1995, mostrou que Capachão (aquele que era puxa-saco do diretor da emissora, lembrou?) teria recebido uma proposta do… sei lá, “SBT”, e teria saído da TV em epígrafe. Detalhe: a emissora concorrente só transmite em preto e branco! Mas está claro que é o SBT, porquê seu principal telejornal tem um TJ no cenário, remetendo ao TJ Brasil, e Capachão é entrevistado por uma espécie de Hebe.

– O Casseta & Planeta, em 1998, fez o Programa do Elefantinho, com Bussunda no papel-título e a participação especial de Suzana Vieira como a “vítima” que pede o exame de DNA e outras coisas. Nessa época, Ratinho já estava no SBT… e Boni havia recém-saído da Globo, críticos de televisão diriam que ele iria barrar essa referência ao Ratinho. E em 1999, um quadro satirizava uma garotinha da novela Suave Veneno, dizendo que ela havia ganho um campeonato mundial de chatice. No segundo lugar estavam as… Chiquititas, com música e tudo!

Boni está dizendo que o tempo dele como diretor de emissoras já era. Então, se preparem, que vem mais por aí… Y ustedes, se lembram de algo mais?… Voltamos à programação normal, e que os próximos posts sejam melhores.

07
mar
09

Campanha Volta Perdidos Chaves e Chapolin

Uma campanha feita por fãs dessas séries para o desengavetamento geral de todos os episódios fora do ar das séries Chaves e Chapolin em poder do SBT. Há episódios que deixaram de passar, e há outros que são, incrivelmente inéditos até hoje, como dois episódios de Chapolin exibidos nesta semana.
Os fãs não aguentam mais tantas reprises. A América Latina exibe praticamente 100% dos episódios que Chespirito gravou entre 1972 (as vezes até antes) e 1995, na ordem! Claro que nem todos esses episódios foram dublados. Mas muita coisa foi dublada pela Maga/Marshmallow que até hoje nunca foi exibida. Essa campanha pretende pôr um fim nisso dando esse assunto a ser conhecido por todos.

Assista e divulgue:
Trecho: http://www.youtube.com/watch?v=d32U7wVInJg

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=_th_-6U9DJg
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=wxtJvS8FiUM
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=R-0QTLI6Zy8
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=tTngnG38zeU
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=C72Mph8rKJ0

Campanha Volta Perdidos Chaves e Chapolin. Uma “verdade inconveniente” que você e o SBT precisam saber!

22
out
08

A batalha entre Sílvio Santos e José Celso Martinez Corrêa

Talvez você que acompanha os lances do teatro em São Paulo, nos Caderno 2 e Ilustrada da vida, já tenha ouvido falar desse assunto. O entorno do Teatro Oficina, na rua Jaceguai, estaria ‘ameaçado’ pelo Bela Vista Festival Center, um shopping center que seria construído nos terrenos ao lado e aos fundos, por ninguém menos do que o Grupo Silvio Santos, cuja sede, inclusive, está a alguns metros rua acima, e depois desta, tem ainda o Teatro Imprensa e provavelmente a sede do Banco Panamericano. Naquela ladeira é comum estarem ônibus – phuleiríssimos, diga-se de passagem – de turismo, que levam as “colegas de trabalho” aos programas de auditório do SBT, na Anhanguera.
[EDIT: A sede do Baú na Rua Jaceguai não existe mais… Está sendo desmontada desde o final de 2008. Desmontagem é um processo caríssimo e demorado, que é uma demolição cuidadosa e controlada de um prédio, andar por andar, como se fosse com uma casa. Para prédios, sai muito mais barata uma implosão, que eles não podem fazer possivelmente por causa do prédio de apartamentos vizinho ao Teatro Oficina. ]

Estou próximo ao epicentro dessa batalha. De lá, do teatro e do terreno do Sìlvio Santos, é possível ver alguns quilômetros à frente, o lugar onde eu trabalho, um prédio pintado em tons de terracota. E sempre que eu preciso estacionar nos fundos desse prédio, eu passo pelo Teatro Oficina. Acho que até já vi ZC andando pela região alguma vez.

Parece que o interior desse teatro é envidraçado, não sei porquê nunca estive dentro do Oficina, e isso seria fundamental para o teatro na concepção muito particular de Zé Celso. A construção do Bela Vista Festival Center poderia alterar isso de forma irremediável. O teatro, inclusive, seria um projeto de Lina Bo Bardi.
O assunto é parodiado na produção em cartaz atualmente no Oficina, “Os Bandidos”, onde dois gêmeos são separados pelas suas realidades: um é diretor de teatro, e o outro é diretor de uma corporação que está fazendo 50 anos…

Uma curiosidade, no entanto, é que a vizinhança não-dramaturga da região é a favor, sim, da construção do shopping center, demonstrando isso em um abaixo-assinado. A alegação é de que o empreendimento poderia desenvolver a área, que vem se degradando, como o entorno, em geral, da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.  Eu mesmo já morei na esquina dessa avenida com a rua 13 de maio, na frente do viaduto Armando Puglisi, presenciei essa degradação.  Aliás, por alipassaram o pessoal das Diretas Já, do Impeachment e  da Marcha para Jesus, além dos corredores da Sâo Silvestre. Essa história, infelizmente, não impede que o lugar seja “la cosa” que é atualmente… Tudo o que havia nos anos 80, os únicos highlanders da região foram a Embratel, que tem uma de suas sedes lá e a Casa do Bebê. O resto, tudo fechado, emparedado ou substituído por lojinhas de doces.
Voltando alguns quilômetros mais perto do centro, o mesmo acontece com vários prédios abandonados da região, invadidos pelo MSTU ou pela galera dos cortiços, mesmo. Prédios que, nos anos 70 e 80 eram comerciais, como os da Lojicred (cujo anúncio, “encardido”, resiste na parede do prédio) hoje são residenciais, e com roupas penduradas na janela…
[EDIT: Esse prédio e os dois vizinhos de cada lado foram demolidos em 2009. O terreno à disposição de Silvio Santos está ficando gigantesco…]

Mesmo assim, o pessoal do Oficina reagiu, à sua maneira, com o abaixo-assinado para construção do “AnhangaBaú da Feliz Cidade”, que seria exatamente o oposto do projeto do grupo Sílvio Santos: uma espécie de bulevar onde hoje é um estacionamento e o terreno baldio do SS, mais ou menos como o projeto de Luíza Erundina que transformou o Anhangabaú em um bulevar.

Sei lá até onde isso vai, ôee! E você, o que acha disso, ou não, sei lá?…
Na época em que nós nos mudamos da rua 13 de maio, em 1996, já se dizia que o “shopping center do Sílvio Santos” poderia valorizar a região, e olha que ele fica razoavelmente longe dali (1,3 km, segundo o Google Maps, um pouco mais perto fica o Shopping Paulista, a 800 metros, na mesma rua.)

A propósito: se eu tiver problemas pulmonares nos próximos anos, posso processar SS… Em 2004, estava eu, no banco do passageiro passando com o nosso carro  na esquina da Rua Jaceguai, quando naquele exato momento uma escavadeira demolia parte de uma das construções que haviam antes na esquina, entre elas uma sinagoga (demolida pela ausência de judeus na região atualmente), enfim, foi de lascar, o movimento foi preciso como em uma comédia de Blake Edwards, inundando o nosso carro de poeira justamente quando não podia. O vidro elétrico do meu lado estava quebrado, e totalmente aberto. Me lembrei imediatamente do lance dos bombeiros que socorreram pessoas no 11 de setembro e inalaram a poeira dos prédios derrubados/desabados/implodidos na ocasião.

20
ago
05

Manual das Pegadinhas da RedeTV!

Excepcionalmente neste blog (temos um blog especializado em televisão), finalmente a linha do tempo das pegadinhas da RedeTV. Uma linha tortuosa, que infelizmente acabou meio que sem motivo em fevereiro ou março de 2004. Correções ou acréscimos, fale comigo ou comente este post.

1998 – Gravada a pegadinha do “armário mal-assombrado” para o programa do Sérgio Mallandro, co-produzido pela então produtora TV Ômega, futura RedeTV!. A pegadinha, sem atores conhecidos, seria reprisada depois nos programas de João Kleber. Gravada em Betacam SP, ela poderia até passar por inédita, mas não para mim, que a assisti no programa de Sérgio Mallandro.
(Nesse mesmo ano, Mallandro atinge o primeiro lugar do Ibope na TV Gazeta quando ameaça quebrar o cenário de seu programa e acaba cumprindo o prometido. Alô sites de vídeo, ou até mesmo o site oficial do Mallandro, coméqueé?? O pior de tudo: eu tenho esse programa gravado até momentos antes disso acontecer – ou isso ou foi um dia antes, sei lá – não vi essa cena porquê eu não imaginava que ela aconteceria de verdade e parei a gravação porquê “precisava dormir” – ainda não tinha videocassete só pra mim no quarto. Maledetto sono!!)

1999 – Surge a RedeTV! (dârdy), em 15 de novembro, substituindo a Rede Manchete no dial. Suas primeiras contratações (segundo Wesley Crespo em entrevista à AllTV) foram ele, Wesley, C1 e C2, e logo em seguida, João Kleber, embora este já não diga o mesmo. Um dos primeiros programas a serem criados foi o Eu Vi na TV, mas com uma batalha desgraçada e várias mudanças de nome – a marca Te Vi na TV foi registrada por Luiz Galebe, do Shop Tour, provavelmente como um possível nome de seu programa de vendas, criado em 1987, embora a emissora insistisse em usar aquele nome.
As pegadinhas da RedeTV! são gravadas em Betacam SP, exatamente como no rival Topa Tudo por Dinheiro (que prosseguiria até 2001), e por isso tem imagem excelente. Na época, 100% dos equipamentos eram alugados – como se a emissora ainda fosse uma produtora de vídeo.
As pegadinhas desta época tem risadas gravadas em sua trilha sonora e começam com um clipe gravado no mesmo lugar onde se passa a brincadeira, mas sem a câmera estar escondida.
Apenas dois atores dessa época se destacam, em meio a um mar de anônimos sem tanta graça: Wesley Crespo, cujo mote é se fazer de estátua, e Aílton, em pegadinhas voltadas já mais para o humor. Todos os atores usam ponto eletrônico (nem isso, é um fone de ouvido mesmo, como os de walkman – os toca-MP3 ainda não existiam – assim também como no Topa Tudo.)

2000 – Despenca a qualidade técnica da RedeTV! (dá a impressão que a emissora parou de alugar equipamentos e comprou seus primeiros equipamentos próprios, a diferença de custo entre uma coisa e outra é muito alta), e por motivos desconhecidos, apenas dá para notar que eles não arquivavam as pegadinhas na versão original, eles arquivavam os programas, já narrados e com caracteres, mas com uma péssima qualidade de imagem, que sinceramente e com todo o respeito, nos lembra o VHS.
As pegadinhas continuam seguindo o modelo de causar expectativa ou medo nos telespectadores. A edição é sonolenta e burocrática, sem efeitos sonoros e colocando quase que na íntegra até mesmo os takes mal sucedidos. Apenas mais pro fim do ano isso começa a mudar.
Marcos Martini (Marquinho) começa a aparecer em programas do gênero, fazendo uma pegadinha “séria” para o programa do Sérgio Mallandro, onde seu personagem ameaçava sua “esposa” que se despia dentro de um ônibus.
Pegadinha dentro de ônibus é moleza. Nos anos 80 era extremamente comum flagrar ônibus rodando vazios, escrito RESERVADO ou GARAGEM no lugar do itinerário, ou mesmo um espaço em branco. O ônibus, nesse estado, fica desobrigado de coletar passageiros. Não sei se houve alguma regulamentação a respeito disso, porquê depois do governo Erundina eu nunca mais vi ônibus nessa situação rodando por aí – só ônibus quebrados ou com problemas técnicos, coisa assim.

2001 – Marcos Martini (Marquinho) começa a aparecer na RedeTV!, em performances um pouco mais bem humoradas. Uma delas, porém, com uma falha grave: era a pegadinha de um cara que soltava pum na cara das pessoas. Algo que beira o impossível – eu até hoje só ouvi falar de duas pessoas que faziam isso a hora em que quisessem, e só uma delas vive nos dias atuais (este último não apenas faz isso quando quer, mas se arrisca a “cantarolar” pela entrada de trás. Estou devendo esses links, ainda…).
Outra pegadinha desta época é a inacreditável passe a mão na ‘traseira’ [de um travesti] por 1 real, algo inimaginável sequer nas ruas de New Orleans e Amsterdã. Além de ser inacreditável o fato de alguém cair nessa, inacreditável foi o horário em que ela seria reprisada várias vezes anos depois!…
Termina o programa Topa Tudo por Dinheiro no SBT, com um inacreditável cenário repleto de lâmpadas acesas em plena época do apagão!!! Nessa época todo mundo economizava energia elétrica como se fosse ouro, você deve se lembrar, todos torravam seus trocados comprando lâmpadas eletrônicas e iluminação de emergência! Menos o Sylvão, o que comprova que Compaixão, teu sobrenome é Abravanel.

2002Renê Navarro (alto, de cabelo grisalho) começa a aparecer no programa. Além dele, o ator Gabriel também começa a chamar a atenção pelo tipo “folgado” que fazia, que irritava as pessoas e garantia cenas homéricas, como a do “fiscal” que aumentava o valor da multa a cada xingamento da vítima. Zé Carlos “Cacá” e Luiz “Cancã” – autodenominados Os Bananas também passam a integrar o grupo – os dois já foram vistos no programa da Eliana (na Record) e na época dos Mamonas Assassinas também tentaram se lançar como humoristas. Eles já haviam aparecido “ao natural” e separados em apenas duas pegadinhas em 2000. Renê, Cacá e Cancã se especializam em pegadinhas nas quais assustam as pessoas no grito ou com instrumentos musicais.
A edição começa a tornar o programa cada vez mais cômico, acelerando partes sem tanta graça. A qualidade técnica melhora, provavelmente com novos e melhores equipamentos. As pegadinhas passam a ser gravadas no sistema digital DVCAM, com câmeras “full-size” (antes eram com câmeras de 3 CCDs de pequeno porte, em MiniDV, aparentemente).
Os atores deixam de usar ponto eletrônico e as pegadinhas começam a ser mais voltadas para o humor, como algumas do SBT com Ivo Holanda, Ruth Roncy, Carlinhos Aguiar, etc.
Pela primeira vez as pegadinhas viram notícia, no caderno de TV de “O Estado de São Paulo”. Após fraturar o ombro, Gabriel deixa de participar dos quadros, e piadas feitas com ele são refeitas com Marquinho, como a do repórter que diz que as entrevistadas são feias. A intérprete da futura Frasinha de “A Casa é Sua” (e a futura Dona Nica, de “Uma Escolinha Muito Louca”, em 2009) faz algumas pegadinhas junto com Marquinho. Aílton, ausente por algum tempo, volta em grande estilo como um médico que se revela “outra pessoa” quando examina os clientes.
Surge o programa diário Canal Aberto, no qual João Kleber passa a aparecer sério na frente das cãmeras, como nunca se viu um humorista antes na TV brasileira. O programa lembra o Ratinho Livre da Record em sua fase mais chocante, e sem o humor que esse programa passaria a ter posteriormente. Até então, essas pegadinhas são exibidas apenas no programa Eu Vi na TV.
Devido ao conteúdo tenso e dramático do programa e as brigas com o jornalismo da casa, principalmente com Marcelo Rezende, além do caso Claudete Troiano (ela, na Record, acusou, com todas as provas, o programa de estar levando casos falsos ao ar, em represália a recusa de João Kleber de ir para a Record, para fazer o programa que seria de Tom Cavalcante), o programa muda o perfil e passa a reprisar as pegadinhas do Eu Vi na TV, mas não tarda a fazer a estreia das mesmas nesse horário mesmo. A pegadinha “Som por 1 real” é a primeira a estrear no Canal Aberto, e em pouco tempo a situação se inverte, o “Eu Vi” passa a reprisar as pegadinhas do “Canal”.
Mesmo já sem o “Topa Tudo”no ar, há um momento em que SEIS programas exibem pegadinhas na TV brasileira: Canal Aberto, Eu Vi na TV, Rinaldi Magic Show, Festa do Mallandro, Sabadaço e Programa Raul Gil. Hoje em dia, só o Tarde Quente. [Texto escrito em 2005, o programa terminaria simplesmente escorraçado da TV brasileira e pegadinhas feitas no Brasil só voltariam depois de um longo exílio no Programa da Tarde, da TV Record, em 2007.]
Paralelamente a tudo isso, havia um núcleo de pegadinhas no programa Superpop, com atores próprios, algo que não fazia sentido para uma emissora do tamanho que era a RedeTV! naquela época. As pegadinhas eram – sejamos honestos – um pouco melhor produzidas que as do “núcleo João Kleber”, mas eram muito pouco reprisadas…  Mereciam ter passado mais vezes, tinham qualidade equivalente às do Topa Tudo por Dinheiro.
Entre os atores, Wanderley Baptista, ex-TT, que chama a atenção ao falecer de ataque cardíaco em frente as câmeras durante a gravação de uma pegadinha. Porquê eu havia me esquecido de escrever isto? Leonor Corrêa era a apresentadora de programas vespertinos da RedeTV! e tratou o caso com a discrição que ele merecia. A emissora mostrou sinal de luto na tela, algo que não acontece mais hoje em dia, e a pegadinha gravada por Wanderley foi exibida até a última fala. (Não duvido que se ele tivesse morrido por volta de 2009 ou 2010, seria tudo exibido na íntegra!!!)

2003 – Pode ser considerado o auge das pegadinhas da RedeTV!. As melhores idéias e as melhores produções são deste período. A emissora ousa e lança um DVD das pegadinhas produzidas até então, que aparentemente foi um sucesso – o DVD trazia as pegadinhas no bruto, sem narração e tarja (e eram pegadinhas que não foram mais reprisadas posteriormente. Algo que vai contra o DNA da RedeTV!… Esse DVD parece ser bem raro, porquê nunca mais ouvi falar dele, nem no Mercado Livre!!!)
O programa Bom Dia Mulher, com Ney Gonçalves Dias e Solange Couto (à época, contratada da emissora) passa a reprisar algumas pegadinhas durante algumas semanas, mas espertamente, com uma seleção mais antiga, e portanto, diferente , das reprisadas pelos próprios programas do João Kleber.

Começam a se destacar outros atores, além dos que já haviam, como Marcelo Moreno, Gustavo e Flávia Viana (futura participante do BBB 7 em 2007) que foi considerada como “o Marquinho de saias” por JK.
Atores como Tony e Stephanie entram, mas não agradam e saem logo depois. Rafinha Bastos (na época com programa na AllTV, futuro apresentador do programa CQC), é descoberto por João Kleber, têm alguns de seus videoclipes satíricos exibidos no programa e até faz algumas pegadinhas, mas deixa o programa por não ser este seu estilo de humor.
Dirceu Santana, então produtor do programa (e na vida real um dos maiores fãs de Michael Jackson no Brasil – MJ faleceu em 2009) passa a aparecer em alguns quadros, fazendo papel de sujeito agressivo que dava socos – muito bem encenados, por sinal – em todo mundo.
Renê Navarro é meio que “promovido” e passa a estrelar a sitcom Histórias de Robertinho: 40 Anos de Praia no Eu Vi na TV, que em um de seus 5 episódios chega a dar 10 pontos no Ibope – audiência que só seria superada posteriormente na emissora pelo Pânico na TV.
Algumas pegadinhas, estranhamente, são exibidas pela metade – seriam “pegadinhas canceladas”, parodiando os episódios de Chaves e Chapolin?… O mais incrível é que algumas estão engavetadas até hoje [quando elas estavam em exibição, em 2005]
O programa chega a ter seis equipes gravando ao mesmo tempo pegadinhas que as vezes estreavam no mesmo dia de sua gravação, algo impressionante para qualquer programa de humor mundial! E que, mais uma vez, não faz sentido para uma emissora com o tamanho da RedeTV! – talvez nem até para emissora atual, com 7 estúdios e pretensões de fazer teledramaturgia nacional.
Ensaiando uma reação, o SBT reprisa as pegadinhas do “Topa Tudo” no programa Todos Contra Um, que chega a fazer muito sucesso – no Rio Grande do Sul, “Todos” chegava ao primeiro lugar de audiência! Mas a primeira geração de atores de pegadinhas mostra que admira o trabalho da segunda e vice-versa, segundo o que disse Ivo Holanda para a AllTV, ele e Marquinho já se encontraram uma vez.

No segundo semestre de 2003, o começo da decadência. Juntam-se ao grupo os atores Mário (um sujeito de mais de 2 metros de altura que fazia papéis de meter medo nas pessoas, seu bordão era “Pianinho, rapá!!!”) Edson Melhoranssa, Rogério, Paulo Porto e Gel, oriundos do Topa Tudo por Dinheiro, e Edvan “Buiú” de Souza, contratado pela RedeTV após ter sido dispensado do SBT (atualmente ele está de volta à “Praça é Nossa”)
Melhoranssa, a propósito, comoveu a todos quando contou no “A Casa é Sua” em 2002 que foi banido do SBT [a emissora mais pheliz do Brasil…] pela suspeita de que teria contraído AIDS, o que era mentira. Compaixão, teu sobrenome é Abravanel II, a missão.
Mas no Canal Aberto, revelou-se um humorista extremamente sem graça e com idéias que até hoje eu não entendi – como a pegadinha onde ele aborda as pessoas e pergunta “como vai o seu neném?” passando a mão na frente das calças das pessoas, que ficam extremamente iradas.
Não se sabe por quê, mas o enfoque deixou de ser o humor para ser o simples fato de mostrar os atores sendo agredidos, de forma extremamente violenta! Eu cheguei a chorar com algumas pegadinhas do ator Rogério!!! CHORAR, é mole?! Se eu gostasse de ver gente sendo agredida eu assistia o Pânico na TV, que por sinal estreou em setembro daquele ano.
O Eu Vi na TV resolve investir novamente no Teste de Fidelidade, que era a atração predominante em 2001 e 2002, após apresentar UM ÚNICO programa com quadros humorísticos estrelados por João Kleber e com o nome “proibido” Te vi na TV – na verdade, um quase longa-metragem com JK no papel principal, como não se via há muitos anos.

2004 – Aparentemente a produção percebeu o erro que cometeu e pôs Melhoranssa e Rogério meio que na geladeira.
Curiosamente, Cacá dos “Bananas” não aparece mais no programa. Buiú começa a fazer dupla com Renê Navarro, uma dupla um tanto previsível, mas tudo bem. As idéias continuam, ainda que um tanto absurdas, como fazer as pessoas tirarem as impressões digitais em plena rua – idéia tirada de um fato que aconteceu naquele mesmo ano com um turista brasileiro nos EUA. Dirceu chega a fazer uma pegadinha solo que não agradou, mas também não me desagradou como algumas outras com outros atores bem mais badalados.
O programa ia bem, até que de uma hora para outra – era uma terça-feira – João Kleber diz que não vai mais fazer pegadinhas por todas as idéias já estarem esgotadas. Terminavam ali as gravações das mesmas. Termina o Canal Aberto e surge em seu lugar o Tarde Quente, versão requentada do extinto Hora da Verdade da Bandeirantes, com histórias que se arrastavam por 1 hora e meia se definiam nos últimos 15 segundos de programa.
Nasce nesse programa a atual estratégia de “descartar” todos os intervalos comerciais no começo ou no final do programa para fazer um grande bloco sem interrupções.
Durante a fase séria do Tarde Quente, nasce a sitcom Vila Maluca, que dá emprego a Marquinho e Valquíria. Muitos dizem que “Vila” é cópia de Chaves. Ah, se fosse, pelo menos eu conseguiria rir… (a minha bronca é com a fase atual dessa série).
[Texto escrito quando VM estava no ar. VM terminou melancolicamente, depois de três inexplicáveis mudanças de elenco, como uma das principais atrizes trocar, de mala e cuia, esse programa por um programa de televendas! Marquinho faria parte, posteriormente, do programa Sem Controle, do SBT, em 2007, criticado por seu humor apelativo demais. Esse programa também já encerrou suas atividades. ]

2005Mas, de novo, novas acusações de que os casos apresentados pelo Tarde Quente também seriam falsos também puseram fim a fase séria – uma mulher foi tomada como travesti e virou motivo de piada na vizinhança.
Após estranhos problemas de saúde que o teriam feito desmaiar no palco, João Kleber põe fim ao Tarde Quente sério e transforma ele em um novo Canal Aberto, reprisando todas as pegadinhas gravadas entre 1999 e os primeiros meses de 2004.Curiosamente, eu mesmo cheguei a sonhar, no sentido onírico da coisa, alguns meses antes com a exibição de pegadinhas no programa Tarde Quente.
A única surpresa nesta fase atual do programa são algumas pegadinhas gravadas pelo comediante Levi (da dupla Renato e Levi, responsável pelo quadro “A Princesa que Bebeu” em 1999 no Eu Vi na TV) que não haviam sido exibidas em 2003 ou 2004.
Demais pegadinhas cortadas em 2003/2004 continuam engavetadas, e mais uma vez, as melhores não foram arquivadas em sua versão original. Frequentemente ouvem-se dois “joões klebers” narrando as pegadinhas ao mesmo tempo. Nota zero pra esse setor da RedeTV!!!
Na verdade, os “problemas de saúde” do apresentador aconteceram justamente quando ele começou a viajar frequentemente para o exterior para negociar o quadro Teste de Fidelidade com a TV portuguesa TVI.
Aparentemente não havia mais tempo em sua agenda para fazer o Tarde Quente sério, tão somente isso. Nada de problemas de saúde ou coisa que o valha. Nessa época, todas as “cabeças” do Tarde Quente “fase pegadinhas” são gravadas e reprisadas de tempos em tempos. JK passava 15 dias no Brasil e 15 em Portugal, gravando seu mais novo xodó, o “Fiel ou Infiel”.
O programa, nessa fase, e assim, todo feito nas coxas, conseguia empatar no Ibope com o Programa do Ratinho, que estava em trajetória descendente na época (hoje não mais).
Nesse ano, uma inacreditável decisão judicial põe fim ao programa, acusado de abusar dos homossexuais. A RedeTV!, contrariadíssima, leva ao ar um programa produzido pelo governo, e João Kleber se muda de vez para Portugal, onde trabalha na TVI, emissora que é criticada justamente pelo apelo popular de sua programação. Desse dia em diante, pegadinhas, talvez, só nos recônditos mais underground da Internet, ou no recém-nascido YouTube. E termina assim a saga de uma das produções originais de menor orçamento, e maior ousadia, da TV brasileira. Outras emissoras talvez fariam diferente, como passar episódios do Pica-Pau…… (aliás, a RedeTV! só exibiria seu primeiro desenho animado em 2006: o anime Super Campeões.)

E eu me pergunto: o que era melhor, as pegadinhas ou esses programas que tem hoje em dia nos quais você tem que ligar para números de telefone celular de outros estados e perder uma fortuna em ligações telefônicas?……. As primeiras, pelo menos, eram de graça.

UFA! Correções, sugestões, alterações? Você sabe o nome completo dos atores? Tem atores que não foram citados? PellamordeDeus, escreva pra mim! Afinal, esse assunto está completamente ausente da Internet, e o que eu não suporto são assuntos ausentes da Internet, pombas!!!
Obrigado, Barril! Fuy!




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Igor C. Barros Cartoons, o Blog

Feliz 2013! Este é o nosso blog secundário, porquê atendemos atualmente no Tumblr. Só que a compra do Tumblr pelo Yahoo! fez muita gente espontaneamente criar blogs da Wordpress. Seja como for, este blog está semi-de volta, só que diferente, despolitizado, mais maduro, mais velho, mais gordo, com menos cabelos, MAS com os mesmos sonhos:
"Fazer séries de desenho animado em grandes pólos produtores (EUA, Canadá, Japão, Filipinas, México) para que elas, com a máxima qualidade, possam também estar no Brasil, misturando-se às séries que vem do exterior, sem submeter-se aos ditames que regeriam o roteiro de um produto 100% nacional."
"Produzir músicas e/ou podcasts com qualidade equivalente a dos grandes estúdios para download ou streaming na Internet."

A Salt Cover? Desde 2010 ela é composta de mais pessoas além de mim, e atende em www.saltcover.com.br! Está sendo um tanto maltratada pelos nossos trabalhos na vida real, que sustentam o leitinho das crianças, mas está aí, e não morre quem peleia!

Crianças, que dia é hoje? 5:60!

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Este blog tem textos escritos desde 2004, e muitos dos links deles ou até mesmo suas informações podem não ser mais válidas.
Eu sei que infelizmente você veio aqui justamente por causa disso, é o Gôógle que é sem noção mesmo. Aproveite que você está aqui, clique no banner lá em cima e veja os posts mais recentes!

Só pra constar, viu

Agora aqui na WP, na página Míusiqui, as músicas que embalaram uma geração, pra você e todo mundo cantar junto! Essas e muitas outras você só ouve na Rádio Salt Cover, mesmo porquê a rádio clandestina da sua quebrada tem um nome a zelar.
Em breve, confira também o nosso perfil no DeviantArt, onde você finalmente vai entender porquê este blog se chama Igor C. Barros Cartoons...