Nos 40 anos do Jornal Nacional, veja a Rede Rounded original em plena atividade aqui! Viu só, tem itálico! Ah, quem me dera estar nessa salinha… se bem que o PGM montado com uma letra W é de lascar (PGM é como se chama o sinal que vai pro ar em um switcher, o outro é o PVW, ou preview, onde se vê o Celso Freitas olhando pro lado.)
Aliás, nessa sala, que eu já vi em outras reportagens, as letras que identificam os monitores são ainda em Eurostyle Expanded, mesmo já nos anos 90.

Você gostou dessa fonte aí embaixo? Então prepare-se, em breve vamos organizar direito essa história, que está uma bagunça, nos tipos principais: os três do GC pós-1981 e o do GC entre 1976 e 1980 (sem letras minúsculas), que é diferente disso aí, além da versão condensed usada em alguns logotipos. Aguardem!A nova série F tem mais precisão e foi criada com base em novas referências.

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> Rede Rounded série F : clique aqui

COMO TUDO COMEÇOU…

A pergunta que os programas infantis da época não respondiam: Como eles colocavam aquelas letras na frente das imagens?

Quando eu era criança, uma coisa que sempre me fascinava na televisão era: como é que eles colocavam aquelas letras na frente das imagens? E as que mais me chamavam a atenção eram – adivinha – as da Rede Globo, por serem totalmente diferentes das outras e mais legíveis. Em algumas emissoras, como a TV Cultura, as letras eram totalmente brancas e só, como uma legenda de filme de cinema.

Achei que fosse vidro pintado, caneta de retroprojetor (sai um traço redondo, às vezes…), tudo, menos o mais óbvio: alguma coisa parecida com um computador. Máquina de escrever da IBM (como em legendagem de filmes antigos) não era.

E comecei a desconfiar disso quando em 1983, no meio de um desenho do Pernalonga exibido no Balão Mágico (à epoca, exibido nessa emissora), um monte de letras “A” amarelas começam a tomar conta da tela, em vários tamanhos, e algumas delas com til!! O cara deve ter ficado feliz com o ‘brinquedo novo’, porquê a qualidade era excelente para a época e em comparação com outras emissoras (a TV Gazeta, saberia depois, usava como gerador de caracteres um painel de letras de plástico, como os de bares e lanchonetes!!!) Também, até acentuação tinha, não era fácil isso…
Eu sei lá quantos milhões a Globo gastava nessa área, nos Estados Unidos haviam emissoras com GCs bem, digamos, “podres” até uma década depois disso. Nos créditos da série Seinfeld, por exemplo, o GC só passou a ter anti-aliasing no penúltimo ano da série. (E no México, lá no final dos anos 70, a Televisa tinha a estética de um trabalho escolar de um aluno sem computador em casa…)

Essas letras que vazaram na tela já eram (saberia depois, claro) na fonte Vag Rounded, o que mostra que tratava-se de um equipamento novo. O fato de elas aparecerem uma após a outra denuncia que elas foram geradas eletronicamente.  Anos depois eu comecei a entender o que eram esses tais de computadores, embora estes tivessem uma resolução ridícula perto da dos geradores de caracteres (GCs).

Apesar do explicado acima, muitas das letras que se viam, principalmente em aberturas de novelas, eram impressas em papel (muito provavelmente compostas por transferíveis, “transfers”, feitos sob encomenda, veja mais adiante) e filmadas por uma câmera, Reconstituiçãoos GCs eletrônicos (imagem) eram mais usados no jornalismo, e curiosamente eram “small caps”, com maiúsculas de tamanho menor no lugar das minúsculas. Mas nunca houve nenhum ‘abismo’ de qualidade entre um e outro: em ambos os métodos a concorrência comia poeira.

[EDIT: As letras minúsculas nessa fonte apareceriam mais habitualmente a partir de 1981, mas antes disso, já apareciam letras minúsculas nas legendas de alguns filmes legendados pela emissora, como “A Paixão dos Fortes”. ]

Os títulos filmados geralmente apareciam inclinados nas aberturas dos anos 80, a partir de, se não me engano, Sol de Verão (vi pelo YouTube, não me lembro dessa novela, claro!) A mania dos títulos inclinados só parou depois da novela Mandala quando o pessoal notou que os títulos eletrônicos saíam bem melhor (mas há aberturas sem títulos inclinados antes disso, como a de Roque Santeiro, por exemplo.)
Confira essas aberturas no site mais recomendado para isso, o Memória Globo. É em streaming e pequeno pra caramba, mas a qualidade vale a pena – tem coisas lá que foram digitalizadas direto de Quadruplex e Beta, com uma qualidade que nenhuma fita VHS vai ter.

vagr.pngE EU COM ISSO?…

Em 1995 eu passei a ter o meu primeiro computador com Windows 3.1, e me chamou a atenção ter encontrado, em um CD de fontes TrueType, a fonte VAG Rounded (também chamada como Vagabond, Volkswagen ou Vogue Rounded).

Esta fonte, no Brasil, é muito associada á Rede Globo, que a usa desde 1976, quando Hans Donner começou a trabalhar na emissora, diversas fontes A Frankfurter, muito mais comum, era usada no videografismo do Jornal Nacional na década de 80.(como a Frankfurter, a da imagem neste parágrafo) com terminações arredondadas que fazem par com a Avant Garde, a fonte da logomarca da emissora. Hans Donner, além de designer, já criou vários typefaces, mas não são nenhum dos que estamos falando, só a GloboFace, que veremos mais adiante.
(Como eu sei?! No site oficial do designer está a seção “Tipografia”, que mostra fontes na categoria display, usadas em logotipos de programas, e em nenhum momento é citada essa, de categoria texto, que com certeza, seria a fonte mais importante de sua lavra, pela extensão com que foi utilizada.)

Em 1976, na abertura da novela Anjo Mau, pela primeira vez, não foi usada a fonte usual da Rede Globo até então (Eurostile Bold Expanded), e sim, outro tipo de letra…  este, ao qual nos referimos agora, que lembrava a Futura, mas com cantos arredondados. Foi nessa época que estreou o logotipo da emissora em seu conceito atual, criado por Hans Donner.
Essa abertura foi uma das últimas em preto e branco da emissora, e já usava equipamentos que seriam usados em aberturas em cores, com efeitos que, em preto e branco, não seriam possíveis.

Daí – vendo isso no Video Show, nos anos 90 – que eu comecei a pensar em resgatar esse typeface “esquecido”. Afinal, pesquisei o que pude nos principais sites que vendem fontes comerciais e constatei que, oficialmente, essa fonte não existia em formato digital – sendo que há indícios que ela já foi impressa (painéis no palco do programa Moacyr TV, por exemplo, além da sinalização visual nos corredores do jornal O Globo – mas parece que eles se mudaram em 1999), e mais: era com essa fonte que era dado o endereço do fabricante da Maionese Hellmann’s (Refinações de Milho Brasil) até meados dos anos 90! Devia ter guardado aquela tampa, seria uma referência e tanto…

Até em inocentes anotações em papel eram com essa fonte: por exemplo, no programa dos Trapalhões, Didi tirava da boca de Zacarias um papel escrito “TUDO BEM”, e ele dizia: “Você tirou as palavras da minha boca!” E as palavras eram com esse tipo de letra, com certeza executado através de transfers sob encomenda (a empresa Letraset ainda faz isso nos dias atuais). Ah, se tivesse sobrado uma folhinha dessas e alguém tivesse escaneado em 7200 dpi… Alô veteranos de Jardim Botânico, um abraço…

E como recriar essa fonte em formato digital, então? Primeiro, em 2004, eu ‘adaptei’ uma fonte Futura Heavy colocando cantos arredondados à duras penas, no próprio programa de edição de fontes. Consegui, mas alguma coisa não deu certo… lembrava uma fonte que a própria Globo fez a partir de 2001 e passou a usar junto com as variantes originais da Futura, com cantos quadrados.
A fonte é usada atualmente nos telejornais da emissora e ‘tenta’ – sem muito sucesso, para mim – remeter á fonte que estamos falando. Sem muito sucesso, porque essa seria, sim, literalmente, uma “Futura Rounded”. Foram feitos, inclusive, arredondamentos em outras variantes da Futura, como a Futura Condensed (usada nas legendas de musicais do Domingão do Faustão, atualmente.)

Eu sabia que a VAG Rounded não era “aquela” fonte, pelas poucas imagens que eu via no Vídeo Show e pelo que eu via em reprises de minisséries e especiais, nas comemorações dos 30 anos da emissora, além de aberturas de novelas um pouco mais antigas reprisadas recentemente, como Deus nos Acuda e Roque Santeiro. Afinal, a própria VAG Rounded já aparecia no vídeo há muito tempo (desde 1984, mais ou menos, em chamadas), e eu já notava que as letras eram diferentes.

A fonte que nós perseguimos teve poucos momentos de estrelato, sendo a fonte da logomarca do programa Globinho (veja a galeria de imagens do site). Note que no GC eletrônico esse tipo de letra é ligeiramente diferente e menos detalhado. Esta aí, portanto, a prova de que ela existiu algum dia, além da tampa da Hellmann’s… Mas tem mais: ela aparecia gigantesca na tela –  e em minúsculas!! – na primeira vinheta do programa Globo Cidade, na palavra “cidade” – e essa vinheta o Memória Globo está meio que devendo para nós (ela aparece de relance em um dos FLVs com retrospectivas do jornalismo). Outra referência enorme e nítida, desta vez com as maiúsculas, era a abertura do Jornal das Sete, o antigo telejornal local da emissora. (Incrível, eu que sou mais velho que o seu pai, não me lembro desse tal de JS !…)

Segundo o site especializado Myfonts.com, a fonte Vag Rounded foi desenhada em 1979, por Gerry Barney, para a Volkswagen (VAG deve ser Volkswagen AG). O que mostra que a Vag Rounded chegou mais tarde nessa história. Não consegui descobrir ainda quem que criou o typeface Frankfurter, mais antigo, é provável que o mesmo criador da Frankfurter tenha criado a fonte sobre a qual nós estamos falando. Aparece aê, pra tomar um café…

Com o uso de modernos programas gráficos, que geram cantos arredondados de forma automática nos traços, fazer a Rede Rounded se tornou possivel.

Em 2006, a Internet já havia sido varrida pelo furacão YouTube. E vendo a quantidade de coisas que estavam lá mostrando essas letras (incluindo coisas de fora da Globo, como comerciais da época), cheguei a conclusão de que poderia fazer uma fonte muito mais idêntica ao original.
Desta vez, fazendo a fonte a partir do zero, usando um programa gráfico, traçando linhas em um “grid”, com o próprio programa fazendo os cantos arredondados das linhas, que era o mais difícil.Parece fácil assim? É, seria se a fonte em questão fosse “Avant Garde Rounded” – a Avant Garde é a fonte com formas mais básicas que existe, pelo menos nas maiúsculas – foi assim que eu fiz a primeira logomarca da Salt Cover.
Mas não, essa fonte tem suas manhas, algumas sutilezas, que incrivelmente a tornam muito original! Por exemplo: a haste do “a” em formato de bolinha (ou de alfa, sei lá) é mais baixa do que a circunferência. Não conheço nenhum tipo de letra nesse estilo que seja assim!
No final das contas, a fonte se parece muito pouco com a Futura. Palmas para seu desconhecido designer original. (Desconhecido até ele ler tudo isso aqui, claro…)

Foram muitas comparações com imagens, muitos testes em programas de edição de vídeo, muitas fontes que eu fiz que não se pareciam com nada… algumas letras foram muito difíceis de ‘matar a charada’ porquê elas se distorciam por causa dos vídeos, por causa da codificação do YouTube e até por causa do próprio reder3.pngequipamento usado para fazer a superposição das letras, que consegue mudar a espessura das letras ou deixá-las borradas (geralmente a mesa de corte e efeitos – os GCs, antigamente, só geravam letras brancas sobre fundo preto – veja acima – e as cores eram geradas todas pelas mesas de corte e efeitos, que faziam a superposição com cores e sombras, e parece que esse era o caso da Rede Globo. Os switchers analógicos da Panasonic WJ-MX20 e WJ-MX50, que muitas produtoras de vídeo já tiveram, fazem isso. Hoje em dia os GCs fazem essa parte por si próprios). Lembrando que isso aí em cima não precisa ser algo eletrônico: pode ser uma arte em preto e branco (o logotipo de um programa, por exemplo) captada por uma câmera.

Mas nos GCs eletrônicos da Rede Globo, dos anos 70, as bordas pretas eram criadas simultaneamente com as letras, sem depender de outros equipamentos. O que é surpreendente: não é qualquer computador daquela época que fazia isso, devido ao problema conhecido como confronto de atributos, que faz com que pixels vizinhos não tenham mais de duas cores diferentes.
(Por exemplo, em um vídeo do Memória Globo, sobre o incêndio no edifício Grande Avenida, noto que o caractere Ê, que aparece em um nome exibido na tela, não tem a linha preta em cima do acento circunflexo, quando o efeito que descrevemos no parágrafo acima joga essa linha ao redor de todas as bordas sem exceção.)

Enfim, acho que estou conseguindo... As diferenças estão cada vez menos perceptíveis, talvez só para os veteranos que faziam a função dos meus sonhos (na minha pré-adolescência, quando descobri que isso existia), de operador de caracteres da Globo.  Os três ou quatro: isso se a emissora do Jardim Botânico tiver o parafuso no lugar e não fazer como a Rede Manchete, que tinha, só no Rio, 20 operadores de GC, em uma época onde já existiam infomerciais e eles estavam indo à bancarrota… O quê, você é um deles? Você pode nos ser útil, veja mais adiante!

Eram usados vários equipamentos de geração de caracteres na Rede Globo, as letras eram ligeiramente diferentes em cada um deles (d’ohh). No canal que eu assisto (Rede Globo São Paulo), haviam pelo menos dois, com poucas diferenças entre um e outro (aliás, diferenças muito menores do que entre uma versão desta Rede Rounded e outra, portanto um trabalho muito bem feito o deles!).
Até me intriga como eles conseguiam adaptar tantos equipamentos diferentes para fazer aquelas letras. E em todos eles o logo da emissora em preto e branco era um dos caracteres, em cada um dos tamanhos menores, que era usado apenas para a sinalização de filmes e “ao vivo” (o logotipo continuamente na tela só surgiria em 1997).

O gerador de caracteres que foi tomado como base para este projeto começou a ser usado em 1981, (um programa no qual pôde se ver essa mudança foi a série Obrigado, Doutor) e foi o GC oficial das aberturas das novelas até 1995, em “A Próxima Vítima”, tendo sido muito usado em chamadas, no começo da década. Parece que foi o primeiro a ter mais frequentemente letras minúsculas. Além de ter sido usado mais ostensivamente no programa TV Pirata, entre 1987 e 1988, e usado sobretudo em legendagem de filmes, quando feita pela própria emissora (como em Casablanca e traduções de músicas em A Noviça Rebelde, Nos Tempos da Brilhantina, etc.). Eu falei TV Pirata, mas programas anteriores como o Viva o Gordo já fizeram piadas usando apenas o gerador de caracteres, como: “Atenção, senhores cidadães: o plural de cidadão é cidadãos”…
Esse equipamento também escrevia em itálico, a Globo já usou muito esse recurso, no jornalismo da década de 80.

Nos anos 70 essa fonte era ainda, digamos, um tanto tosca, nas letras minúsculas. Como eu sei? Assistindo alguns filmes legendados pela própria emissora, como “A Paixão dos Fortes” (vi em 1991). Na programação em geral da época, só se usavam letras maiúsculas, em “small caps”, como foi dito acima (e bota small nisso, cumpade, mal dava pra perceber que tinham terminações arredondadas.)

reder2.png

As variações desta fonte, Rede Rounded, de espessuras diferentes são baseadas no tamanho original que as fontes tinham na tela. Medi 3 tamanhos diferentes, na maioria das vezes: 23, 29 e 45 pontos para 720×480 em 72 dpi, e em todos nota-se que o “traço” da fonte seria idêntico só aumentando o tamanho das letras, o que reforça as minhas suspeitas de que elas seriam bitmaps (feitas de pixels, em vez de vetores – sei lá se havia tecnologia para tipos vetoriais na época…) Depois que eu havia encerrado os trabalhos da primeira versão colocada aqui neste blog,  descobri que havia um quarto tamanho, intermediário entre 29 e 45 pontos, mas esse era muito pouco usado, aparentemente era a mesma fonte de 45 pt. mas em “small caps”, já que nunca se viu letras minúsculas nesse tamanho, e nem o caractere símbolo da emissora.

[EDIT: Os tamanhos em pixels mudaram nas versões mais recentes. Veja mais abaixo]

Geralmente o padrão era usar o tamanho maior (29pt) para os nomes e o menor (23pt) para as funções, com algumas exceções. Haviam algumas variações entre novelas e minisséries, mas o único programa que saiu completamente desse padrão foi o Globo Rural (veja mais adiante).

Esse gerador de caracteres foi visto pela última vez na abertura da novela A Próxima Vítima, em 1995. Nesse ano, a Rede Globo estava se mudando para o Projac, onde foram introduzidos equipamentos novos, que nitidamente já usavam fontes TrueType e aposentaram os antigos de vez.

Onde será que está esse gerador de caracteres hoje? O que sobrou dele? Alguém sabe? Nem precisa dizer a marca, ré, ré… (muito provavelmente é Chyron, a marca líder desse mercado, principalmente naquela época). Escreva pra gente ou comente este post!

O GC que era usado durante as sessões de filmes, nos anos 80, dizendo os títulos, já usava a fonte Vag Rounded, não me lembro de ter visto isso com outra fonte, nem mesmo quando as letras tinham contornos pretos (em vez de sombra), no começo da década. A propósito, essa parte é caprichada: em filmes dublados em que aparecem diálogos em língua estrangeira com legendas, eles só soltam isso depois que as legendas saem de cena. Em 1994 estreou a forma atual de mostrar os títulos dos filmes.

EI, VOCÊ É EX-OPERADOR DE GC DA REDE MANCHETE? VOCÊ PODE SABER QUE EQUIPAMENTO É ESSE!

Fonte Korinna, Korinthia, Korinthian, algo do tipo. Lembrou, agora?handel_gothicDesconfio que a Rede Manchete também tinha esse gerador de caracteres, mas usado com outro tipo de letra bem mais conhecido, Korinna (e no começo, também a fonte Handel Gothic).
A legendagem da Globo Vídeo era mais ou menos assim.Além da qualidade ser semelhante, as legendagens de fitas VHS da Globo Vídeo eram com essa fonte, mas as traduções de coisas que apareciam na tela (em letras maiúsculas, essas coisas que tem um locutor quando o negócio é dublado) eram com a fonte que nós perseguimos!

Será que a Rede Manchete teria condições de fazer esses caracteres? Bem, é pouco provável porquê eu pesquisei e, o máximo que eu descobri (vendo fotos em um site de leilão que não aceita ofertas de fora dos EUA) foi que, pelo menos nos GCs da Chyron, cada tipo de letra era uma placa de circuito impresso instalada em slots de expansão do equipamento, e no caso, a Globo deveria ter essa outra também, isso se o GC era da Chyron. Mas o contrário foi possível! Na passagem de ano da Rede Globo de 1984 ou 1985, que está no YouTube, feita com representantes de várias religiões que não falam em português, as legendas do que eles dizem são totalmente com a fonte Korinna e simplesmente idênticas as da Rede Manchete – eu notei isso assim que eu assisti, na época. Foi a “imitação de emissora” mais fiel que eu já vi até hoje… até isso a Globo faz bem, é mole?…

A SEGUIR, CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Degradê de canal Alpha - Formato PNGEm 1992, o Fantástico e o Jornal Nacional começaram a usar um gerador de caracteres que, com certeza, usava fontes TrueType (nesse era usada a fonte Vag Rounded, mesmo) e com anti-aliasing, mas que por muitos anos, só ficou disponível para o jornalismo. Nessa época estreou uma característica que a Globo usou e abusou nos anos 90, as imagens com degradês de canal Alpha – esse estilo chegou a ser imitado até mesmo por campanhas políticas.
E desde 2001, o jornalismo usa as variantes modificadas da Futura, como falamos acima. Em 2006, o Jornal Nacional deixa de usar um GC convencional e passa a usar o equipamento de cenário virtual da Orad que era usado nas transmissões esportivas (talvez pelo motivo que a Record tivesse comprado um igual a esse…).

Desde 2005, a TV brasileira de repente se tocou de que o uso de fontes com terminações arredondadas era uma exclusividade da Globo, e de repente, TV Cultura, SBT, Record e Gazeta passaram a usar a VAG Rounded, infelizmente sem imitar direito e sem resultados muito satisfatórios… A pioneira nesse aspecto é a RedeTV!, que usa essa fonte desde 2002. E quando não usa, mergulha na mesmice e usa Arial, vai entender esses caras.
Esse foi um dos motivos que me fizeram recriar essa fonte antiga, que ao contrário da Vag Rounded, ninguém mais usou a não ser a Rede Globo. Acho que o SBT podia ter sido, digamos, um pouco mais “pra cima” se tivesse tido condições de usar esse equipamento, na mesma época… (1981 foi também o ano em que foi inaugurado o SBT de São Paulo.)

A Band foi a única emissora que nunca usou a Vag Rounded, e desde o começo desta década, prima pela originalidade nesse setor, usando tipos de letra que nunca foram usados antes em vídeo, como FF Dax, Interstate e Morgan Avec, esta última de design português. Procure por esses nomes nos browsers da vida e você verá a cara dessas fontes nos sites especializados.

TV MULHER E OUTROS PROGRAMAS “DO CONTRA”

O GC do TV Mulher era mais ou menos assimUma curiosidade: O programa TV Mulher era possivelmente o único programa da Rede Globo que não usava esse tipo de letra em seu GC, usando uma família tipográfica bem mais comum, conhecida como Busorama ou Omnibus, mas com algumas letras tombadas pro lado (que nem acontece com a fonte Avant Garde, nas letras A-V-W-M.)
Eu notei isso na própria época… claro que sem saber o que era Busorama, nem Bold, nem Italic, eu só tinha 6 anos.

A novela Brilhante, de 1981, usava a fonte Serif Gothic na abertura. Possivelmente a emissora queria diversificar essa parte, sei lá. A seguinte já tinha a fonte que nós perseguimos.
E uma curiosidade que descobrimos via Memória Globo é que a abertura da novela As Três Marias, de 1980, já tinha o GC que  seria usado no ano seguinte, só que ainda sem as letras minúsculas, o que confirma uma informação que recebemos, de que estas estrearam em 1981. Não sei o nome deste tipo de sombreamentoO efeito que acompanha o GC também muda e deixa de ser a linha preta, passando a ser aquela borda jogada para a diagonal inferior, como mostra a imagem. Outras novelas, feitas até 1980, usavam um tipo de letra mais fino, que eu também estou tentando reproduzir (algumas letras são diferentes).
O SBT muito provavelmente não quis ficar atrás, e na abertura de Os ricos também choram usava o typeface Futura Bold, usado nos primeiros anos do SBT, mas com a mesma disposição usada nas aberturas da Globo e imitada pela “Salt Cover”, com as letras nos cantos, em cima, em baixo, etc…

E haviam mais dois outros programas “do contra” na programação da Globo: Globo Rural, que usava letras em amarelo, e na primeira abertura “decente” por volta de 1983, todas maiúsculas e idênticas, saindo totalmente do padrão da emissora, e a Santa Missa em Seu Lar quando ainda era no Rio de Janeiro, que também usava letras amarelas e… “espremidas”, condensadas, não sei como, acho que era a mesa de efeito que fazia isso, os próprios GCs demoraram para aprender a fazer isso por si próprios.
O Globo Rural continuaria com as letras em amarelo mesmo muitos anos depois, já com outro equipamento e usando a VAG Rounded.
E uma curiosidade que começamos a constatar através do projeto Memória Globo: essa fonte tem uma desconhecida versão condensed!! Foi usada nas logomarcas de Bom Dia Brasil (1983), novela Paraíso (1982), programa Chico Anysio Show, e nas minisséries Anarquistas, Graças a Deus e Grande Sertão: Veredas. As formas deixam claro que não é uma “Frankfurter Condensed”, ela seria uma variação da fonte em discussão. Mas nunca foi vista em geração de caracteres naquela época, a menos que eu esteja enganado. Quem sabe vocês também vejam essa fonte por aqui…

EI, JÁ OUVIU FALAR EM “FONTES CORPORATIVAS”? É POR ISSO QUE VOCÊ NÃO VIU A FONTE À VENDA NO MYFONTS, MANÉ!
Existe realmente uma fonte corporativa na Rede Globo, atualmente, chamada GloboFace, e que é usada nas atuais aberturas de novelas, a partir de 2005. Só que essa… “também não é aquela”: é uma adaptação da Vag Rounded com circunferências ‘absolutas’ onde a VAG original é oval, como nas letras C, G, O, a, e, g, etc. Esta fonte, agora sim, foi idealizada por Hans Donner. Parece pouco, mas essas pequenas mudanças valem para uma fonte ser considerada nova (vai ver quantas versões de Garamond existem por aí).

E essa está pouco disseminada até mesmo dentro da própria Globo, apenas as novelas a usam, e muitos programas da linha de shows continuam com a Vag Rounded. Alguém precisa passar o pendrive lá no Projac… [EDIT: a pós-produção da Globo passará a ser centralizada em um só lugar, então isso deixará de ser problema.]
A GloboFace pode ser vista impressa em anúncios como a página semanal da Globo Filmes, publicada em alguns jornais.

Não acredito que a fonte em questão, antecessora da GloboFace (a das logomarcas Globinho e Globo Cidade), fosse uma fonte corporativa: as corporativas tem um uso muito mais amplo do que identidade visual de TV e sinalização, elas também são usadas em documentos impressos, inclusive memorandos internos! E pelo pouco que eu vi, essa parte teria sido na base da máquina de escrever, mesmo, já que, convenhamos, a Globo (não a Rede, a “TV” Globo, lá da Rua Von Martius, Jardim Botânico, Rio de Janeiro) era bem menor do que a Volkswagen da Alemanha. Ou que a de São Bernardo do Campo, mesmo.

Atualmente… não sei, vi uma matéria no Video Show que mostrava como eram os estúdios do Projac, e o que se via por ali, em quadros de avisos e cartazes ‘low profile’ (desses que você faz aí, na sua empresa, no Word, em alguns segundos)  era um monte de papéis impressos em Arial e Times New Roman. A GloboFace é figurinha difícil até mesmo no site Globo.com, que usa a fonte Vag Rounded na maioria das logomarcas. Na verdade, precisaria existir uma versão “medium” da GloboFace para possibilitar melhor o uso desta em texto corrido.

A NOVELA AINDA NÃO ACABOU: REDE ROUNDED SÉRIE F

Agora, no começo de 2009, estamos lançando a série F, com a “matriz” das letras criadas no programa Inkscape, que, incrivelmente, permitiu que a precisão na escala das letras fosse muito maior do que usando o programa que estávamos usando até então. Isso, no entanto, alterou o tamanho absoluto das fontes, por isso nós medimos novamente os tamanhos em pixels e essa informação faz parte do próprio nome das fontes.
Rede Rounded série F em escala "quase real" (real, só com o GC de verdade em mãos)
Agora são 4 variações. A variação que reproduz o tamanho maior dos caracteres agora traz small caps, medidas com base em uma única imagem que nós tínhamos como referência (é raro, mas aparece, assim como apareceu na chamada que a Rede Globo tem da novela “O Amor é Nosso”).
E a variação “99” foi baseada não em geração de caracteres, mas em algumas poucas referências impressas, além de referências em tamanhos diferentes na tela, como no antigo plantão da emissora, associado aos telejornais.
Todas as fontes possuem kerning e acentuação, por enquanto em português e alemão, já que o alemão ainda usa o “ü”…

Sugestões, dúvidas ou screencaps de 1024×768 (sonhar é de grátis) são bem vindos! E sites de fontes TrueType gratuitas estão convidados a incluir a Rede Rounded em seu elenco.


30 Responses to “Rede Rounded”


  1. 28 de maio de 2008 às 12:38 am

    parabéns igor!

    vc com o GC da Globo… eu com o microfone do Silvio…

    e assim vamos desvendando os mistérios da TV!

  2. 23 de junho de 2008 às 12:00 am

    Cara, minha busca acabou aqui. Parabéns pelo trabalho de pesquisa. Este tipo de artigo é o que uma pessoa realmente precisa quando esta procurando sobre algum assunto. Completo e esclarecedor.
    Meus parabéns.

  3. 15 de outubro de 2008 às 3:34 pm

    Igor, uma boa fonte de pesquisa para sua fonte Rede Rounded são os discos de vinil em sebos. Explico:
    nos anos 70 e 80 as fontes arredondadinhas da Globo eram usadas na composição de logotipos de programas da emissora, e não raras vezes iam parar na capa de elepês, impressos!
    Já vi discos de vinil do Sítio do Picapau Amarelo, Globo de Ouro, entre outros, e todos eles fazem bom uso, em tamanhos grandes, das fontes. Dá pra você medir “kerning”, dentre outros detalhes.

    Abraço e apareça de vez em quando!

    > Excelente dica, que está me rendendo a nova Rede Rounded série E (tá uma bagunça essa fonte, eu ainda vou relançar tudo e organizar isso direito!), uma versão mais “bold” da fonte, que é assim como aparece nessas referências impressas, além da tela de plantão da emissora nos anos 70/80, aquela azul, que eu já chegue a parodiar.

  4. 20 de outubro de 2008 às 5:08 pm

    E outra coisa: essas suas fontes estão sendo usadas na vinheta do “Momento Amy Winehouse” no Pânico na TV, você já notou?

    > Rapaz, quem me dera, mas não é não. Seria uma honra o Pânico na TV usar essas fontes na hora de parodiar a Globo… Opa, se você é da Globo e estava pensando em me contratar, este parágrafo termina em “não é não”, ok?…

  5. 13 de novembro de 2008 às 9:46 pm

    ja pos todos os tipos de rede rounded que você me pediu pra baixar e eu baixei

    > Falta o pessoa dos sites de fontes TrueType gratuitas fazerem o mesmo!

  6. 6 Dan
    19 de janeiro de 2009 às 10:42 pm

    Legal esse pacote de fontes, mas falta algumas coisas pra ficar legal de usar em messengers: sabe os emoticons e textos com caracteres (alguns especiais)? como os: ^ ~ } £ § . Dá pra tentar por eles num próximo pacote?
    Valeu!

  7. 20 de janeiro de 2009 às 11:11 pm

    Boa noite, Igor.

    Antes de qq coisa, gostaria de saber se posso utilizar o Rede Rounded nos créditos dos meus filmes (enquanto o Youtube não percebe que eu uso imagens de algumas “poderosas” da TV).

    Ah, outra coisa, parece que o pessoal da Prefeitura de Santos gosta muito do Rede Rounded. Entra lá no site deles… http://www.santos.sp.gov.br . Inclusive eles usam a fonte nas matérias do Diário Oficial do Municipio.

    Abraços,
    > Pode sim! Torço para a Taliban Filmes durar bastante, em nome da Web 1.0!! Quanto à prefeitura de Santos, engraçado… conheço alguém que trabalha lá, mas essa pessoa não sabe que eu fiz essa fonte… Vou conpherir.

  8. 23 de janeiro de 2009 às 10:07 pm

    Opa, assim que tiver alguma novidade eu te aviso, agora, desculpa a ignoräncia, o que é Web 1.0? Pode responder em off mesmo…

  9. 10 Victor
    31 de janeiro de 2009 às 7:17 pm

    Igor, novidade, nesse final de ano, foi veiculada no litoral paulista um propaganda da prefeitura de Santos, que era feita boa parte com a Rede Rounded, eu não tive como capturar, mas veja se tem no youtube, ou se alguém de qualquer parte do litoral que tenha recepção da “TV Tribuna” (afiliada da Globo) consegue gravar para você, que lá está passando direto a propaganda…

    > Eles estão usando Vag Rounded, no site e, não duvido, nessa propaganda. Muito embora houve um evento, em 2007, no Teatro Coliseu, a apresentação de um musical gospel, “Experiência com Deus”, que teve uma chamada de TV que foi editada por mim e na qual eu usei a Rede Rounded, em versões anteriores. Só não sei se ela chegou a ser exibida em intervalos comerciais “de verdade” ou não.

  10. 4 de fevereiro de 2009 às 2:13 pm

    Realmente, você é fera nisso😀

    Mas e a Rede Rounded Série F, onde posso baixar?😀
    //
    A desculpe, é que o post é tão grande que nem vi que o download estava lá em cima😛

    Valeu!

    > Sites de fontes TrueType gratuitas, façam como o Marlon!…

  11. 12 Rafa
    18 de fevereiro de 2009 às 10:02 pm

    Caramba! No Inkscape… Deve ter dado um trabalhão. ;P

  12. 3 de março de 2009 às 10:57 am

    Igor, fiz um clipe já usando essa fonte.

    Desde já obrigado…

    Ah, veja até o final!

    Abraços.

  13. 14 Priscila
    18 de julho de 2009 às 8:41 pm

    Ahh, pena que vc poste apenas as fontes Rounded! Estou procurando d+ aquela fonte da logomarca da Som Livre dos anos 70, aquela igual à do Trem da Alegria, em que o “E” parece uma escadinha, o C e o D parecem uma meia-lua e nenhuma letra é vazada… lembra?

    Se vc souber que fonte é essa, diz pra mim, vai??? =D

    > Apesar das formas extremamente simples, só conheço fontes como Fatti Patti e Clockwork Orange, e as duas não são exatamente como essa que você está falando. Na verdade, eu mesmo fiz, em 1997, uma fonte chamada Eleven and Half, baseada no logo do Jô Soares Onze e Meia, só que eu não a tenho mais…..foi uma das primeiras fontes que eu fiz. Onde será que ela anda?
    Ideias para outras fontes eu tenho, sim, falta eu conseguir executá-las tão bem quanto a RR. Sonho em reconstituir a versão da Garamond que era usada em fotocomposição nos anos 80 – se você já leu algum livro do “Dr. Lelé da Cuca” ou “Meu Nome é Matilde” sabe do que estamos falando – e que simplesmente sumiu.

  14. 15 amaury
    15 de setembro de 2009 às 11:49 pm

    Igor,
    não trabalho com TV, nem com editoração. mas como estou sempre fuçando na internet em busca de coisas novas, por acaso me deparei com seu blog. parabéns, cara, excelente trabalho.
    por acaso, também sou da Liber. você já deve ter me filmado diversas vezes tocando baixo.
    abraço.

  15. 17 Richard
    6 de outubro de 2009 às 12:33 pm

    O Windows XP -OU- o Office 2003 vem com um clone de qualquer Rounded que seja: “Arial Rounded MT Bold”. Se quiser exemplos, sabe quem consultar.

    PS: Já usei esse clone imprimindo cartões para uma festa junina infantil baseada em cartões de brincadeira…

    > Já conhecia a Arial Rounded Bold. Não, não é a mesma coisa, é apenas um cover da Helvetica Rounded… Obrigado pela audiência.

  16. 18 Daniel
    31 de outubro de 2009 às 11:33 am

    Muito bom Igor. Adorei ler tudo isso e, estou usando sua fonte muito. Parabens!

    > Valeu, Daniel!! E aguarde, que tem uma nova versão chegando!

  17. 19 Luciano Iribarry
    4 de novembro de 2009 às 11:38 pm

    Tenho percebido diferenças entre a Vag Rounded e a Globoface. A que mais me chamou atenção foi a do “j” minúsculo, que tem aquela curvatura na base, o que o da Vag não tem. A RBS TV Porto Alegre, afiliada da Rede Globo aqui no Rio Grande do Sul já usa a Globoface há dois anos, enquanto as suas sucursais, pelo interior do estado continuam quebrando o galho com a Vag…

    > Obrigado pela audiência! E não é só no Rio Grande do Sul, recentemente eu vi através do YouTube o jornal local de Sergipe, feito por uma afiliada, e… sei lá, apesar do cenário com as mesmas cores do SPTV e RJTV, parecia que eu estava vendo a Record! É bom a Globo começar a passar o pendrive Brasil afora.

    • 20 Andrey Rangel
      30 de dezembro de 2009 às 6:00 pm

      Faz algum tempo que não vejo, mas há uns 10 anos atras, a RBS/TV de Cruz Alta (RS) utilizava nos telejornais locais uma fonte que, apesar de boleada, era bem diferente do QG nacional (Rede Globo) – o “a” bem tradicional, em três níveis, diferente do círculo simples com haste. Havia outras diferenças, que agora não me lembro. O YouTube deve denunciar… Parabéns belo trabalho, desvendando a caixa-preta dos GC’s!…

  18. 21 Daniel
    3 de dezembro de 2009 às 9:37 am

    Igor,
    Até o SBT no jornalismo passou a usar letras arredondadas, dá uma olhada. Ratinho também.

  19. 22 Victor
    16 de fevereiro de 2010 às 7:05 pm

    Igor, essa é para você parar de chorar um pouco, xD, e para agradecer por seu esforço e pela maravilhosa fonte:

    Vinheta Globo Cidade:

    Frankfurter:
    Foi criada em 1970 por Bob Newman no Letraset Type Studio
    Em 1978 foi criada a Frankfurter Medium (que é mais parecida com a RR) por Alan Meeks
    Mais tarde foi criada a Frankfurter Highlight, então em 1981 nasceu a Frankfurter Inline…

    O que precisar mais de pesquisa, só avisar, =]

    • 17 de fevereiro de 2010 às 2:12 am

      Valeu. Eu já tinha capturado referências dessa vinheta. É que está no outro HD, mas um dia eu queria mostrar, eu digitei “cidade” com Vag Rounded, do mesmo tamanho e na mesma cor, do lado da imagem. E ficou COMPLETAMENTE DIFERENTE!…

  20. 24 Marcos Kenji Kaneko
    3 de agosto de 2010 às 10:43 pm

    Igor Barros,Até As Fontes Avant Garde e Globo Face Foram Usadas Pela Equipe da Gazeta nas Letras G,A,Z,E,T e A Para Formar A Palavra GAZETA,nas Vinhetas Interprogramas,Vinhetas de Aberturas e Encerramentos,Vinhetas de Chamadas e Vinhetas Intervalos nos Anos 80,Até Anos 90.Pena Que A Gazeta Tem Outra Fonte que Não Sei O Nome.

  21. 25 elandy2009
    24 de maio de 2011 às 11:22 am

    Segundo um livro en espanhol chamado Identidad televisiva en 4D (que pode ser produrado en Google Livros), essa fonte arredondada da Rede Globo usada entre 1976 e 1995 é chamada Globoface, e foi criada pelo própio Hans Donner. É uma fonte corporativa.

  22. 26 Marcos Kenji Kaneko
    13 de julho de 2011 às 1:53 am

    Eu Vi no Site do Mercado Livre,O LP do Criança Esperança dos Anos 80 ou 90
    vejam:

  23. 27 João Vitor
    7 de abril de 2013 às 2:08 am

    Igor, quando a Globo deixou de usar contornos pretos na fonte e passou a usar sombras pretas?


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